sábado, 20 de dezembro de 2014

“A mesquinhez do cambista"

Não tenham medo da Rússia: a saúde, a força e o orgulho nunca fizeram mal a ninguém; a inveja e a mesquinhez, sim.
Na sequência da intervenção de Putin e das medidas tomadas pelo Banco Central da Rússia, o rublo valorizou 22% em relação ao dólar e 17% face ao Euro. No dia em que Jacques Sapir, talvez a maior autoridade em mercado russo, se mostra estupefacto pela capacidade de resistência e reacção russa à guerra cambial, os nossos jornais persistem na versão catastrofista. De 72 rublos por um 1 dólar, o câmbio desta manhã já se fazia a 62 rublos por dólar, sendo que o objectivo desejável seria o de regressar aos 55 rublos por dólar, ou seja, o preço do barril de petróleo. A actual crise não é, pois, económica, como nota Sapir, pois a evolução estrutural verificada desde 1998 foi importante em sectores relacionados com a alta tecnologia, nomeadamente a indústria aeronáutica, a produção automóvel e sistemas de armamentos. A Rússia não é mais um país com bolsas caracterizadoras de subdesenvolvimento.
Afinal, a guerra cambial mostra mais a impotência do rico gordo, idoso e cobarde (o Ocidente) que um suposto vigor face ao inexistente "perigo" russo. Tratou-se, bem entendido, de uma mesquinhez de cambista, resultante da contracção da procura de petróleo, da humilhante cedência dos vassalos sauditas face a Washington e de uma retaliação escusa a respeito da situação na Ucrânia. O Ocidente terá agora de desencantar 300 mil milhões para retirar a Ucrânia do patíbulo - é esse o valor da dívida ucraniana - e obrigar a Rússia a dedicar prioridade às questões internas. Ora, em 1998, a Rússia possuía reservas de 30 biliões de dólares; hoje possui 500 biliões. Putin não é Yeltsin, o regime de Putin não está à mercê das redes associadas à plutocracia internacional, a economia russa não está exposta a sabotagem que noutros azimutes levou ao colapso por inteiro de sociedades. A Rússia concentra-se, como diria Gorchakov. O Heartland só perde quando invadido. Que eu saiba, nunca os cambistas e agiotas tiveram coragem para fazer uma guerra. O ethos de um estadista, contrastando com o do vendedor de bazar, assenta na defesa do interesse do Estado. Em bom português vernacular - que viva o português chão - a civilização do bazar não percebeu que Putin é "areia demais para a camioneta" dos pobres colarinhos brancos que nos governam.”
Miguel Castelo Branco

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

SUBMARINOS: Tenho vergonha disto tudo!

Factos:
1) Uma empresa Alemã ganhou um contrato de fornecimento de SUBMARINOS a Portugal;
2) A mesma empresa Alemã ganhou um contrato de fornecimento de Submarinos à Grécia;
3) Os DOIS negócios foram, na Alemanha, considerados demasiado fáceis e demasiado lucrativos;
4) Foram investigadas, na Alemanha, as circunstâncias dos negócios e FOI PROVADO que existiram COMISSÕES pagas a CORRUPTOS Gregos e Portugueses;
5) Na Grécia, o mesmo negócio foi investigado e FOI PROVADO que as COMISSÕES foram recebidas por CORRUPTOS e o caso encerrou com a CONDENAÇÃO a pena de PRISÃO efectiva do Ministro que tutelou a compra dos Submarinos;
6) Em Portugal, o crime demorou 8 ANOS a investigar; Já PRESCREVEU; Foi hoje ARQUIVADO.
Resumindo:
Os Alemães subornaram Gregos e Portugueses;
Os Alemães corruptores foram condenados;
Os Gregos corruptos foram condenados (e presos);
Os Portugueses corruptos foram ILIBADOS!
Acrescento:
Está a correr a Comissão de Inquérito ao BES em que JÁ FOI PROVADO:
1) Que existiu CORRUPÇÃO no negócio dos Submarinos;
2) Que o Grupo Espírito santo foi o intermediário da corrupção;
3) Que TODOS os ramos da “família” foram RECOMPENSADOS pela intermediação.
Ou seja: houve corruptores (provado na Alemanha) e houve corruptos (provado na Grécia e em Portugal). Os corruptores foram presos na Alemanha. Os corruptos foram presos na Grécia. Os corruptos continuam IMPUNES em Portugal.
Tenho vergonha de viver num País em que a Justiça é um Jogo que está SEMPRE ao Serviço daqueles que, em cada momento, estão no poder!!

Carlos Paz

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Compadrio à Portuguesa

O pai, advogado em uma das sociedade de advogados de maior influência em Lisboa, diz para o filho:
- Filho, já arranjei uma mulher para ti.
- Mas pai, eu queria escolher a minha esposa.
- É a filha de um ministro.
- Bom, então é diferente.
Em seguida o pai liga para o ministro:
- Ministro, o meu filho quer casar com sua filha.
- Que loucura é essa? Os nossos filhos nem se conhecem.
- Ele é vice-presidente do Banco de Portugal.
- Ah, então ok.
Logo depois o pai liga para o presidente do Banco de Portugal:
- Presidente, gostaria que o senhor nomeasse meu filho para uma das vice-presidências do banco.
- Mas já temos muitas e isso não faz sentido.
- Ele é genro do Ministro.
- Ah, ok então. Ele começa amanhã mesmo.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Natal à moda Socialista

Vai faltar bacalhau e azeite na mesa dos portugueses na Venezuela


Meio litro de azeite chega a custar 89,60 euros e o quilo de bacalhau mais de 100. Emigrantes vão mudar a receita da ceia de Natal por causa do sistema de controlo cambial implementado pelo Governo.



A regressão





António Costa e os os novos e velhos socialistas que por aí andam gostam muito de utilizar a palavra regressão. Que vivemos uma regressão social, etc. e tal. Vamos então lá falar um pouco de regressão. 

Durante noventa anos, terminados em 1960, mantivemos um atraso atávico e secular relativamente a um grupo de países europeus (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Centro-Norte de Itália, Países Baixos, Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido) que gostamos de tomar por modelo do que gostaríamos de ser. De facto regredimos nesse quase século. Tínhamos em 1870 (Angus Maddison) um PIB per capita que equivalia a 45% do europeu e 90 anos depois a percentagem tinha caído abaixo dos 40%. Crescemos (1,2% em média), mas crescemos menos que a Europa rica (1,4%): divergimos. A seguir arrancámos, e arrancámos todos. 

Só que nós arrancámos muito mais que os países da comparação. Durante 13 anos, até 1973, quando se dá o primeiro choque petrolífero, crescemos asiaticamente a 6,9% ao ano. Foi o que de mais parecido tivemos com um milagre económico. De um PIB per capita de pouco menos de 40% passámos a quase 60% da média europeia. Entre 1974 e 1985 entrámos numa década que, em matéria de convergência, é para esquecer. Em 1985 tínhamos regredido para 55% da média europeia. 

Pelo meio, quase que falimos duas vezes, mas ajustámos, e entrámos no segundo grande período de crescimento, prosperidade e boa onda. Até 1992. Começamos então a gripar. Com avanços e recuos, aos solavancos lá conseguimos, mesmo assim, subir um bocadinho mais, ou seja, diminuir mais um bocadinho, mas já só um bocadinho, a distância que nos separa dos ricos. A partir de 2001 é a regressão que se vê. Em 2010, último ano desta série longa, estávamos abaixo de 1991. Quer dizer: entre 2001 e 2010 regredimos para um nível abaixo daquele em que estávamos há mais de 20 anos. 

E sim, quem governou Portugal ao longo de toda a regressão foram os socialistas, com excepção de um interregno de dois aninhos e 1/2. Não conheço nada, mas absolutamente nada no discurso dos socialistas que me garanta que os erros, as ilusões e mentiras que nos meteram neste enorme sarilho não se repetem. Pelo contrário. Têm muito orgulho: em Guterres, no governo do 44, etc. Não creio que tenham aprendido coisa nenhuma. Não julgo que repitam as mesmas receitas falhadas por defeito. Julgo que é mesmo feitio. Mas que nos enterraram numa terrível regressão de que estamos a ver se nos afastamos, enterraram. Vão ter de prestar contas. Assim lhas peçam, agora que as coisas começam a aquecer para o round de 2015.

Apenas uma nota adicional: se tivéssemos mantido a pedalada da década de 60 até 73, em 1984 teríamos ultrapassado a Europa rica. Se, falhado esse primeiro embalo, tivéssemos crescido ao ritmo do segundo (1985-1992), em 2008 teríamos superado a Europa rica. Não é impossível, como mostrámos. Mas exige um pouco mais de constância da que temos exibido. Para já, já não seria mau se deixássemos de nos afastar e interrompêssemos a regressão em que os socialistas nos meteram. 

É que manter o Estado social que temos num país que envelhece à velocidade a que estamos a envelhecer não vai ser nada fácil. Ou mudamos, ou vamos ter um inverno demográfico conturbado.

Jorge Costa 


O fassista só existe nos livros da Carochinha

Agora é tudo malta democrática...


Dívidas superiores a 3500 euros à Segurança Social passam a dar prisão

As dívidas superiores a 3500 euros à Segurança Social podem ser consideradas a partir de agora fraude e levar a uma pena de prisão até três anos.
Segundo o jornal i, estas dívidas podem também resultar em multas de 180 mil euros, para as pessoas singulares, ou até 3,6 milhões de euros, para as empresas.
A nova regra está prevista no Orçamento do Estado para 2013 e até agora o limite da dívida era de 7500 euros. O objectivo do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho é obrigar as empresas a pagar à Segurança Social os descontos relativos aos seus trabalhadores. Contundo, a nova medida não vai ter efeitos retroactivos.
Mas a aplicação da nova medida poderá vir a prejudicar os trabalhadores independentes, segundo o i.
Em 2012, houve perto de cem mil cobranças coercivas a trabalhadores independentes. Com as alterações do Governo, a partir de 2013 75% do rendimento dos trabalhadores independentes vão ficar sujeitos a IRS. Além disso, estes trabalhadores vão sofrer os mesmos aumentos de impostos que os restantes contribuintes devido às alterações nos escalões do IRS e da sobretaxa de 3,5%.


Um retrato do PORTUGAL CONTEMPORÂNEO

Enquanto o País segue o PIOR momento da sua Governação recente, com estatísticas de emprego aldrabadas, empresas a rebentar, exportações a cair, impostos a subir e despesa pública descontrolada, os opinadores do costume resolveram que o que é importante é a casa dos segredos (ali para os lados de S. Bento).
Assim, ficámos a saber que:
O Coelho mandou dizer que a culpa é só do Ricardo.
O Ricardo disse que a culpa era de todos (da Marilú, do Carlos, do Zé Maria e do Contabilista) menos dele.
A Marilú e o Zé Maria, amigo do Coelho, disseram que a culpa era do Ricardo e do Amílcar.
O Carlos disse que a culpa era do Ricardo, do Amílcar e do Victor, amigo do Aníbal.
O Victor, amigo do Aníbal, disse que não sabia nada do assunto (passou toda a vida a dizer o mesmo). Que perguntassem ao Queirós que ele é que sabia.
O Aníbal, sem lhe perguntarem nada, disse que só falou com um mês de atraso (tá balhelhas).
O Queirós disse que as irmãs do Ricardo fazem bolos, mas que não tinha falado do assunto (presume-se que à ASAE) porque tinha medo dos Banqueiros. Que perguntassem ao Amílcar.
O Amílcar disse que nada sabia do assunto, mas que a culpa era do Ricardo e do Zé Maria.
O Mário, que fala por tudo e por nada, já disse que era melhor o Ricardo ficar calado.
O prisioneiro 44, que escreve por tudo e por nada, ainda não disse nada sobre o assunto.
O Ricardo escreveu a dizer, de novo, que a culpa era do Carlos e do Zé Maria.
O Carlos escreveu a dizer, de novo, que a culpa era só do Ricardo.
O Ricardo voltou a escrever a dizer, de novo, que a culpa era do Carlos e do contabilista.
O Carlos ficou calado (como de costume).
O Contabilista desapareceu. Mas escreveu a dizer que, embora em sítio incerto, não está desaparecido; só não aparece porque ainda não o encontraram.
Entretanto, o Ulrich diz que não está para pagar a conta.
RESUMINDO:
1) Nenhum de nós consegue perceber de que raio estão eles a falar;
2) A culpa, não sabemos bem de quê, será só do contabilista;
3) O dinheiro NUNCA vai aparecer (ninguém se preocupa com este tema); e,
4) NO FIM, SEREMOS TODOS NÓS A PAGAR A CONTA.

Carlos Paz

domingo, 14 de dezembro de 2014

18 de Dezembro

A blogoesfera vai cuspir fogo...




Uma elite que se apoderou do poder

"Uma elite que se apoderou do poder e contra a Tradição e a vontade do povo tentou fazer várias engenharias a todos os níveis: políticas, sociais, económicas... O povo era Monárquico e lá veio a República, o povo era Católico e lá veio o jacobinismo, havia o poder local mas lá se fortaleceu Lisboa, o povo gosta da propriedade privada e do pequeno negócio e lá veio o socialismo, o povo tinha baldios e áreas comunitárias e lá se distribuíram as terras por amigalhaços, a Igreja tinha terras e arte mas lá se saqueou tudo. É tudo a mesma canalha, é tudo a Esquerda e aquela coisa cujo nome não menciono."

Zephyrus aqui


sábado, 13 de dezembro de 2014

A TAP também é minha...


Cheguei a uma conclusão...

A TAP também é minha...

Ao ser uma empresa do estado, a TAP pertence aos cidadãos deste país, embora 90 por cento deles nunca tenha usufruído dos seus serviços...

Só ouvimos falar da TAP por dois motivos...

Ou porque estão em greve, ou porque conhecemos alguém que trabalha lá e ganha ordenados principescos...

Embora os "donos" ganhem muitas vezes o ordenado mínimo... Caricato...

Assistimos agora a uma greve marcada para a época natalícia e que vai custar cerca de 100 milhões de euros de prejuízo...

Mas para os sindicatos isso não conta nada...

Quanto pior, melhor...

Os organizadores da greve já disseram ao que vinham...

A TAP não pode ser privatizada...

E dão como motivo, ideias completamente desfasadas da realidade, como a que a TAP tem que ser uma companhia "bandeira", porque a diáspora depende dela para ter um elo de ligação ao país de origem...

Tenho vários primos no Canadá que quando vêm a Portugal voam na Air Transat, e nunca se referiram à TAP, a não ser pelo preço exorbitante do bilhete...

Já os meus amigos que trabalham na Alemanha, voam na Easyjet ou na German Wings, e nunca referiram a necessidade de voar nos Airbus da transportadora Portuguesa...

A reestruturação da TAP implica uma redução de pessoal...

O estado não tem que suportar financeiramente empresas falidas...

O dinheiro que seria investido na TAP, será muito mais bem aproveitado a fazer qualquer obra necessária, desde um hospital a um centro de apoio a idosos, e nunca para manter uma empresa falida com ordenados milionários...

A Itália cometeu esse erro...

Reestruturou a Alitalia com dinheiro público...

Despediu pessoas...

No entanto hoje a Alitália está falida...

Custou milhões ao estado...

Mas continua na bancarrota...

Nos Estados unidos pelo contrário, a Pan Am e a TWA faliram...

O estado não interveio...

Aconteceu alguma coisa?

Não...

Simplesmente a Delta, a Continental e a American Airways, que eram sabiamente geridas aguentaram-se...

No Canadá a toda poderosa Canadian pacific faliu...

O estado não interveio...

Aconteceu alguma coisa?

Não...

Simplesmente a Air Transat e a Air Canadá, que eram sabiamente geridas aguentaram-se...

Eu enquanto contribuinte não tenho que suportar empresas falidas...

Falo da TAP como falo do metro, da carris, da Transtejo ou da Soflusa...

Os contribuintes não podem suportar gestões ruinosas, contribuindo para manter ordenados astronómicos, quando a maior parte deles mal ganha para comer...

A TAP teria todo o interesse em não fazer grave...

Até para dar uma imagem de empresa responsável...

Até numa eventual privatização isso seria benéfico...

Quem é o investidor que quer comprar uma empresa que faz greve por tudo e por nada?

Mas não...

A TAP está refém de um sindicato demagogo...

Que vai acelerar o fecho da empresa em vez de a rentabilizar...

Os passageiros vão ser prejudicados, bem como os hotéis e as agências de turismo...

Eu como não vou sair no natal, não preciso da companhia da qual sou um ilustre dono...

E como enquanto dono, tenho o direito de vender a minha parte, vou oferecê-la a alguém que não se importe de pagar a um piloto, um ordenado mensal equivalente a um ano de trabalho de um cidadão comum...

Bom fim de Semana.

AMFS


Os meus amigos...


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

As perspectivas para a secessão estão animadoras

Por Ron Paul,


Mesmo tendo perdido nas urnas, a recente campanha pela independência da Escócia deveria animar os defensores dos vários movimentos secessionistas que estão ganhando força ao redor do globo.

Nas semanas anteriores ao referendo escocês, as pesquisas indicavam que a maioria da população da Escócia iria votar pela separação do Reino Unido.  Para reverter essa situação e evitar a derrota no referendo, a elite política britânica veio a público com carga total.  Não apenas ela cooptou as várias forças secessionistas prometendo conceder maior autonomia à Escócia, como também fez uma maciça campanha de terrorismo para convencer os escoceses de que uma eventual secessão iria afundar o país em uma profunda depressão económica.

O povo da Escócia chegou até mesmo a ser ameaçado de que a secessão iria Mesmo tendo perdido nas urnas, a recente campanha pela independência da Escócia deveria animar os defensores dos vários movimentos secessionistas que estão ganhando força ao redor do globo.

Nas semanas anteriores ao referendo escocês, as pesquisas indicavam que a maioria da população da Escócia iria votar pela separação do Reino Unido.  Para reverter essa situação e evitar a derrota no referendo, a elite política britânica veio a público com carga total.  Não apenas ela cooptou as várias forças secessionistas prometendo conceder maior autonomia à Escócia, como também fez uma maciça campanha de terrorismo para convencer os escoceses de que uma eventual secessão iria afundar o país em uma profunda depressão económica.

O povo da Escócia chegou até mesmo a ser ameaçado de que a secessão iria afetar severamente o mercado internacional de uísque, que é a principal exportação dos escoceses.

Considerando todas as tácticas utilizadas, toda a estratégia do medo e todo o ímpeto com que os oponentes se mobilizaram para desacreditar a secessão, chega a ser surpreendente que 45% da população escocesa ainda tenha votado a favor da secessão.

O resultado do referendo escocês não conseguiu desestimular outros movimentos secessionistas que estão se difundindo pela Europa, em países que vão desde a Noruega até a Itália.  Apenas alguns dias após o referendo escocês, a população da Catalunha decidiu fazer por conta própria um referendo para mensurar o apoio da população à secessão da região em relação à Espanha.  Com 80% dos votos favoráveis à secessão, o governo de Madrid prontamente anunciou que não reconhecia o resultado.

O apoio à secessão também está crescendo nos EUA.  De acordo com uma recente pesquisa, um em cada quatro americanos defende que seu estado se separe do governo federal.  Movimentos e organizações que defendem que os governos estaduais se separem do governo federal, que os governos municipais se separem dos governos estaduais, ou que os governos municipais se separem tanto do governo estadual quanto do governo federal, estão surgindo por todo o país. 

Este ano, mais de um milhão de californianos fizeram um abaixo-assinado para que haja um referendo sobre a dissolução da Califórnia e sua subsequente separação em seis estados.  Embora a proposta não tenha conseguido ir à votação, pois não cumpriu todos os pré-requisitos burocráticos necessários, o esforço para se dividir a Califórnia continua ganhando apoio.

Vale ressaltar que os americanos que defendem a secessão estão agindo de acordo com uma grande tradição americana.  A Declaração de Independência nada mais foi do que uma declaração de secessão, e foi escrita para justificar a secessão em relação à Grã-Bretanha. 

Defensores da liberdade deveriam se regozijar com o crescimento do apoio à secessão, uma vez que a secessão representa a rejeição suprema ao centralismo governamental e às ideologias keynesianas, assistencialistas e militares.

Somente a aceitação maciça dos princípios da secessão pacífica e da autodeterminação dos povos poderia solucionar vários conflitos atuais.  Por exemplo, permitir que as populações do leste da Ucrânia e do oeste da Ucrânia decidam por conta própria se querem ou não se separar em duas nações pode ser a única maneira de resolver pacificamente suas diferenças.  Funcionou muito bem para a União Soviética e para a Jugoslávia, que se desmembraram em 22 nações.  E também funcionou para a antiga Checoslováquia.

A possibilidade de que uma população sempre possa se separar do governo central é uma das mais eficazes ferramentas de controle sobre o crescimento e a opressão do governo federal.  Não é nenhuma coincidência que a transformação dos EUA, que deixou de ser uma república limitada e hoje é um estado militarista e assistencialista, coincidiu com uma campanha de descrédito contra a secessão, que não mais é vista pela media como uma resposta adequada a um governo excessivamente intervencionista.

Dissolver um governo em unidades menores promove o crescimento económico.  Quanto menor o tamanho do governo, menor seu poder para tolher a livre iniciativa com impostos e regulamentações.  E menos proteccionista e mais aberta terá de ser economia. [Nota do IMB: vide os exemplos de Hong Kong, Singapura, Mónaco e demais micro-países; se suas economias não fossem abertas, sua população morreria de fome. Quanto menor for o território e seu mercado interno, maior a probabilidade de sua adesão ao livre comércio.]

O fato de as pessoas não quererem viver sob um mesmo governo federal não significa que elas não queiram ou não possam praticar um comércio mutuamente benéfico.  É justamente ao eliminar os conflitos políticos — e as tensões internas geradas por discordâncias políticas — que a secessão pode deixar as pessoas muito mais interessadas e dispostas a comercializarem entre si.  Você provavelmente não gostaria de viver sob o governo chinês, mas não vê problema nenhum em comprar produtos baratos da China.

A descentralização do poder do governo federal tende a promover o livre comércio e a acabar com o actual arranjo de "comércio controlado" por burocratas, políticos e grupos de interesse empresariais, os quais decidem em conluio quais as tarifas de importação que você irá pagar sobre cada produto estrangeiro.

A dissolução do poder federal em níveis menores de governo também tende a facilitar a escolha da moeda pelos indivíduos.  Em vez de serem obrigados a utilizar uma moeda desvalorizada imposta por um poderoso Banco Central e pelos políticos que o controlam, indivíduos de entidades autónomas poderão escolher a moeda que mais lhe aprouver, principalmente as mais robustas em termos de poder de compra.

O crescimento do apoio à secessão deveria entusiasmar todos os defensores da liberdade, uma vez que a dissolução de um poder centralizado e sua transferência para unidades menores de governo é uma das mais eficazes maneiras de garantir a paz, a propriedade e a liberdade — e até mesmo um uísque mais em conta. severamente o mercado internacional de uísque, que é a principal exportação dos escoceses.



Avante contra o grande capital!

BES fez donativo proibido à Festa do Avante



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O culpado...

#BES#ComissãodeInquérito#BrincaràsDemocracias#QueremosoSocrasnaComissãoenãonaPrisão#

O culpado não era sempre o mordomo? O contabilista é o novo preto?

HFG