quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Adivinha quem eu sou?


E socialistas assim há muitos...



O que me irrita na oposição

"O que me irrita na oposição não é a ideologia mas a demagogia, é o ela andar a prometer às pessoas um consumismo insustentável, pois não podemos viver acima das nossas possibilidades".

António Oliveira Salazar

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Salazar Merecia Isto?

Um povo que não conhece a sua história é um povo condenado à desgraça...



O retrato de Salazar é apeado por um militar "revolucionário" em consequência do 25 de Abril.


"Não fazia o 25 de Abril se soubesse como o País ía ficar." - Otelo Saraiva de Carvalho

Noticiou recentemente o Jornal de Notícias que os portugueses estão hoje mais pobres e a ganhar menos do que em 1974.[1] Pessoalmente, o facto não me surpreende, pois há anos que assisto à destruição do meu País pela mão de uma elite de "adiantados mentais" que fazem muito mais pelo seu enriquecimento pessoal, do que pelo enriquecimento da Pátria como um todo.

O facto de os portugueses estarem hoje mais pobres e a ganhar menos do que em 1974, fez-me por momentos reflectir em tudo aquilo que os demagogos adeptos da "revolução" de 1974 têm dito e feito contra a imagem e o bom-nome do professor Oliveira Salazar. Porém, para se compreender melhor onde quero chegar, recuemos ao passado.

Portugal ao iniciar-se a Primeira República em 1910, era um País profundamente doente em termos económico-sociais. A República com a qual alguns círculos ligados à maçonaria deliravam há décadas, havia sido apresentada como sendo a "panaceia universal" para resolver todos os problemas nacionais, no entanto, tal ficou muitíssimo longe de se verificar. Ao invés, aquilo que se verificou foi a total balbúrdia política a roçar na bandalhice. Isto deveu-se antes de mais ao facto de a República ter sido erguida com base em fórmulas estrangeiras importadas que nada ou muito pouco tinham a ver com a tradição política nacional e que por isso mesmo criaram muitos mais problemas do que aqueles que eventualmente vieram a resolver.

Chegados a 1926 e após dezasseis anos de eleições manipuladas, pseudo-democracia, caceteiros a rachar cabeças, perseguições políticas,  partidocracia e corrupção em larga escala, Portugal estava na sarjeta. A ditadura militar foi então imposta não por mero capricho de alguns generais ávidos de poder e glória, mas por absoluta necessidade, pois estávamos em risco de deixar de existir como Nação soberana e independente. Hoje, infelizmente são poucos os que se lembram de toda esta miséria que antecedeu a ditadura de Salazar e nem convém ao actual regime dito "democrático" que tal seja recordado, não vão os portugueses começar a ter ideias "perigosas"...

O golpe de 28 de Maio de 1926 conseguiu efectivamente restaurar a ordem pública e dar alguma estabilidade e segurança a um País carente das mesmas. Mas não foi capaz de resolver o gravíssimo problema financeiro que nos afectava e a comunidade internacional da época, sob a forma da Sociedade das Nações, ofereceu uma pretensa "ajuda" com condições tão pesadas e humilhantes que esta foi liminarmente recusada por ter sido considerada como sendo um atentado à "dignidade nacional".

Esgotados assim praticamente todos os recursos e com a margem de manobra a reduzir-se de dia para dia, os militares decidiram recorrer a um certo professor de Coimbra que gozava de boa fama e tinha produzido alguns escritos que se haviam destacado nos meios académicos. O professor Salazar aceitou o cargo de Ministro das Finanças para o qual foi convidado, mas com algumas condições, entre as quais se destacava uma: a de poder ser ele a controlar as despesas de todos os outros ministérios.

A "ditadura financeira" de Salazar não tardou a produzir resultados positivos, em menos de dois anos criou-se um superavit nas contas públicas e a credibilidade financeira de Portugal entre o concerto das nações nunca mais parou de melhorar até ao dia 25 de Abril de 1974.

Resolvido assim o problema financeiro que os republicanos em dezasseis anos de "gloriosa república" nunca foram capazes de resolver, o governo de Salazar não tardou a deparar-se com várias crises internacionais que se seguiram em catadupa umas às outras. A primeira das quais foi o crash financeiro de Wall Street em 1929 ao qual se seguiu a crise da libra inglesa à qual nós estavamos irremediavelmente ligados, esta situação fez estremecer a economia portuguesa, mas mesmo assim e apesar das terríveis adversidades, o governo de Salazar conseguiu fazer com que o País atravessasse tudo isto de uma forma exemplar e sem deixar de continuar a evoluir economicamente, nem abrindo "buracos" financeiros como já é hábito acontecer em regimes ditos "democráticos".

Ainda na década de 1930 o governo de Salazar teve de se confrontar com a Guerra Civil de Espanha e logo de seguida a Segunda Guerra Mundial que exigiu a máxima habilidade diplomática da parte de Salazar para evitar que fossemos arrastados para uma guerra que teria tido consequências catastróficas para Portugal. Não bastando a neutralidade que conseguimos manter durante toda a guerra, ainda permitimos a entrada em território nacional de milhares de refugiados de guerra que foram generosamente recebidos e bem tratados.

Aqueles que acusam o professor Salazar de não ter feito mais para salvar refugiados de guerra, queriam o quê? Queriam que se colocasse em causa a neutralidade de Portugal com todas as consequências que daí poderiam advir? Queriam que provocássemos uma invasão alemã sem quaisquer garantias de que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos conseguissem efectivamente defender o nosso território nacional? E mesmo que o conseguissem defender, quantas centenas de milhares ou mesmo milhões dos nossos compatriotas teriam de morrer até essa loucura terminar? E uma vez terminada a guerra, será que conseguiríamos restaurar a nossa independência ou ficaríamos reduzidos a uma colónia de outra qualquer potência?

Após a guerra, os Estados Unidos ainda nos tentarem ludibriar com o Plano Marshall, porém, o professor Salazar compreendendo o "esquema" que visava apenas a colocação maciça de capitais americanos em solo português, como primeira etapa para provocar a nossa dependência económica em relação aos Estados Unidos, recusou o mesmo. Mais tarde e após um estudo cuidadoso da situação, aceitámos uma pequena ajuda financeira que apesar de ser a fundo perdido, foi prontamente devolvida aos Estados Unidos em 1962 como uma bofetada à administração Kennedy, que sem qualquer provocação prévia decidiu apoiar movimentos ditos de "libertação" que atacavam e cometiam as maiores sevícias contra as populações negras e brancas das províncias ultramarinas em África.

Apesar de todas as adversidades e contratempos, Portugal sob a liderança de Salazar nunca deixou de progredir tanto em termos económicos, como sociais. Aqueles demagogos que falam do "atraso do Salazarismo"  e da "longa noite fascista", deveriam de comparar o Portugal que Salazar herdou em 1928 com o Portugal que o seu regime deixou em 1974. Éramos, aliás, um País que registava um crescimento económico de 6,9% em 1973, sendo este ainda superior no Ultramar e o escudo português era então uma das moedas mais fortes do Mundo. O mais surpreendente é que conseguimos fazer tudo isto ao mesmo tempo que as Forças Armadas combatiam simultâneamente em três frentes de guerra separadas entre si por milhares de quilómetros! 

Veja-se agora então a "obra" legada pelos "revolucionários" de 1974. Primeiro começaram por arrasar Portugal economicamente com a loucura infantil do PREC e estafaram as reservas de ouro e divisas que Salazar acumulou durante décadas. Não existiu da parte dos "revolucionários" de Abril a mínima preocupação em preservar alguma coisa de bom que tivesse sido feita pelo anterior regime. A indústria, a agricultura, as pescas, tudo acabou gravemente prejudicado e até hoje nunca mais recuperámos destes danos à nossa infra-estrutura económica. 

Enquanto tudo isto se processava, os "revolucionários" em busca dos "amanhãs que cantam" colocaram em marcha a infame "descolonização" sem a realização de qualquer referendo ou consulta popular. As populações dos territórios ultramarinos foram simplesmente abandonadas à sua sorte e entregues ao jugo dos assim-chamdos "movimentos de libertação" que não gozavam de qualquer legitimidade popular e eram já responsáveis por inúmeros crimes contra a humanidade perpetrados contra negros e brancos. O desfecho da tragédia da "descolonização" (como não podia deixar de ser...) redundou em vários milhões de mortos, mutilados e traumatizados e uma limpeza étnica da população branca em toda a África Portuguesa. Até hoje, nem o governo português, nem a comunidade internacional se preocuparam em capturar e levar a julgamento os responsáveis por todo este banho de sangue.

Em 1977 já estávamos na bancarrota graças ao "sucesso" do PREC e se não fosse a pronta intervenção do FMI, ter-nos-íamos transformado num Zimbabwe da Europa. Em 1983 seguiu-se nova intervenção do FMI e só não se seguiram mais porque a partir de 1986 entrámos na CEE e abriram-se as "comportas", tendo então começado a entrar em Portugal uma quantidade fabulosa de dinheiro. Apenas entre 1986 e 2011 Bruxelas injectou em Portugal uma média de nove milhões de euros por dia. 

O que é que os "democratas" de Abril fizeram a todo este dinheiro? Qual foi o processo de alquimia que utilizaram para fazer sumir "magicamente" 80,9 mil milhões de euros em fundos estruturais e de coesão?[2] 

Todos sabemos que foi a corrupção dos partidos e a "festa democrática" que rebentaram com todo este dinheiro. O compadrio entre o poder político e o sector privado, os "tachos" e as "panelas", os jobs para os boys e as "vacas", a corrupção da banca, etc... Nem adianta aprofundar mais neste ponto, pois trata-se de matéria dada e só não a sabe quem não quer saber. 

Hoje, após 40 anos de "democracia gloriosa", Portugal é um País técnicamente em bancarrota (estamos muito mais endividados do que estávamos em 1926...), apesar de ninguém o querer admitir e tudo isto aconteceu mesmo sem termos sido sujeitos a qualquer tipo de catástrofe natural, guerra ou epidemia.  

Depois de um saldo destes é então legítimo perguntar-se que autoridade moral ou cívica têm os "abrileiros do cravo falido" para cuspirem como cospem em cima do nome do professor Salazar? Será que Salazar foi assim tão mau e horrível que mereça todas as ofensas e calúnias que os ditos "democratas" lhe atiraram para cima nos últimos quarenta anos?

Os "democratas" retiraram o seu nome de praticamente todas as ruas e praças onde se encontrava, lançaram-lhe toda a espécie de acusações fictícias para cima, quase que proibiram que o seu nome fosse citado em qualquer circunstância, escreveram as mais fantasiosas mentiras sobre o mesmo nos livros de escola de forma a "lavar" e "formatar" o cérebro da juventude, retiraram o seu nome da ponte que mandou construir, impediram a construção de qualquer museu com o seu nome e chegou-se até à loucura surrealista de proibir que se comercializasse qualquer tipo de vinho chamado Salazar!

Que mal fez Salazar para merecer tanto ódio e perseguição?

Foi por ter combatido fervorosamente os comunistas que queriam montar uma ditadura Estalinista em Portugal? Foi por ter combatido com unhas e dentes o grupo de crime organizado que dá pelo nome de maçonaria? Foi por ter sido sempre avesso à "democracia" rotativa dos partidos que já levou o País várias vezes à falência e viciou por completo o sistema político? Foi por ter defendido Portugal e os Portugueses do Minho a Timor? 

A campanha negra lançada contra o professor Salazar na esmagadora maioria dos círculos académicos, políticos e mediáticos deve-se antes de mais ao facto de que quem está hoje bem instalado nesses círculos, são os mesmos que encheram mais a pança nos últimos quarenta anos e contribuíram para a nossa desgraça colectiva. Esses sim é que deviam de ser combatidos, perseguidos e caluniados e não o honesto professor de Coimbra que nada mais fez a não ser defender o seu País até ao último sopro de vida.

Salazar terá afirmado uma vez que no dia em que abandonasse o poder, quem voltasse os seus bolsos do avesso só iria encontrar pó.[3] De facto, assim foi, após o 25 de Abril de 1974 os "revolucionários" abrilescos bem tentaram encontrar provas de que Salazar seria corrupto e rebuscaram tudo o que conseguiram à procura da alegada"fortuna escondida" ou das hipotéticas contas bancárias na Suíça. Não encontraram nada! Nem um escudo ou uma grama de ouro que fosse! Tal como havia prometido e ao contrário dos escroques que entram hoje na política para fazer a "vidinha" nos partidos, Salazar morreu em condições modestas, sem estar rodeado de luxos, sem relógios da marca Rolex e sem nunca ter beneficiado de quaisquer esquemas de scuts, parecerias público-privadas, contratos com Lusopontes, cursos ao domingo, equivalências, sacos azuis, ou quaisquer outras imundices morais que hoje conspurcam a nossa classe política. 

Recordo-me bem do pânico de uma boa parte da elite abrilesca quando Salazar venceu aquele célebre concurso televisivo há alguns anos atrás que pretendia apurar qual foi "o maior português de sempre". Mais do que uma bofetada valente nas fuças das elites do actual regime, tratou-se de um pequeno exemplo de como o verdadeiro povo não tem memória curta. Não duvido até de que se Salazar ressuscitasse e concorresse hoje mesmo a eleições democráticas, ganharia as mesmas com maioria absoluta e sem grandes dificuldades.

Acima de tudo o que move os mais fervorosas detractores de Salazar é o medo, o medo profundo em relação a um Estadista que há mais de quarenta anos jaz por vontade própria em campa rasa e o medo de que o povo um dia abra os olhos, perceba de vez a charada política em que vive e comece a ter ideias "perigosas"...

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Notas:
[1] JORNAL DE NOTÍCIAS - Portugueses mais pobres e a ganhar menos do que em 1974. 17 de Outubro de 2014. Link: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4186090&page=-1
[2] ANTUNES, Rui Pedro - Portugal recebeu 9 milhões por dia em fundos comunitários. Diário de Notícias, 30 de Maio de 2013. Link: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3247131&page=-1
[3] NOGUEIRA, Franco - Salazar: Estudo Biográfico. Atlântida Editora, 1977. p. 383 


João José Horta Nobre
Outubro de 2014

sábado, 18 de Outubro de 2014

A Direita “mole”



por Marcos Pinho de Escobar,

Esquerda, Direita … Nunca é demais recordar que a clivagem esquerda-direita tem origem histórica na Assembleia Constituinte da França revolucionária (1789-1791). Reunida pela primeira vez na sala rectangular do Manège, no palácio das Tuileries, os deputados adoptaram uma distribuição espacial em função de sua posição relativamente à questão do veto real. À direita do presidente colocaram-se os partidários do veto; à esquerda os seus opositores. A partir de então as diferentes tendências políticas passaram a agrupar-se segundo esta clivagem inicial. A revolução da liberdade, da igualdade e da fraternidade dava os seus primeiros passos. Mais adiante coube a uma afiada guilhotina definir com precisão cirúrgica a trilogia revolucionária e aplicá-la com decisão ao Trono, ao Altar e aos defensores da Tradição. Há mais de dois séculos que esta “grande dicotomia”, como lhe chama Bobbio, vem sendo utilizada para classificar as posições ideológicas que habitam o mundo – necessariamente conflituoso – do pensamento e da acção. O fim da Grande Guerra em 1945 levou à criminalização da Direita autêntica, contra-revolucionária, se se quer, enquanto a Esquerda, em todas as suas vertentes, era premiada com garantias de eterna respeitabilidade. Estava aberto o caminho para a criação de uma falsa Direita tolerada pela verdadeira Esquerda. Trata-se da Direita mole.

A Direita mole é aquela que sucumbiu à Revolução e aceita todos os seus “dogmas”. Da defesa do Trono e do Altar, da Ordem e da Tradição, a Direita mole passa à defesa da República. É a Direita que alinha com a vigarice democrática. É a Direita embevecida com a falsa trilogia liberdade-igualdade-fraternidade. É a Direita encantada com a ditadura da aritmética a substituir a noção da Verdade e do Erro. É a Direita que colabora directa ou indirectamente com a destruição da Lei Natural. É a Direita para quem os chavões demo-liberais valem mais do que a integridade do corpo nacional. A Direita mole é aquela que deixou para trás o princípio da unidade e passou a crer firmemente na fragmentação nacional operada pelo sistema de partidos – e no clima de permanente guerra civil daí resultante.

Complexada e cobarde a Direita mole curva-se à hegemonia da Esquerda e permite que essa lhe defina o espaço e a actuação. É a Direita que endossa a demagogia. É a Direita que aceita a agenda imposta pela Esquerda e que limita-se a questionar – com pézinhos de lã, já se vê – temas de segundo ou terceiro plano. É a Direita que apressa-se a incorporar as posições da Esquerda, com alguma variação de matiz, é certo, para não perder o comboio da modernidade, ganhar pontos de popularidade, ficar de bem com os media. A Direita mole sente imenso pavor diante da possibilidade de ser rotulada “Direita” e experimenta um dulcíssimo alívio quando é tratada por “Centro”. Por vezes, quando alguma figura da Direita mole ousa pisar fora dos carris que lhe foram asignados, basta que a Esquerda ameace com a variante “Extrema-Direita” – logo igualada ao fascismo e ao nazismo – e o atrevido recolhe-se. É a Direita que tem medo da Esquerda e que não ousa dizer em alto e bom som as coisas que uma grande parte da população – quiçá a sua maioria – pensa mas não se atreve a dizer.

A Direita mole é a Direita que convém à Esquerda. É a Direita que não serve.

OE2015

Numa só palavra:          C O N F I S C O


A DESPESA MANTÊM-SE NOS 85 MIL MILHÕES

E A RECEITA, MEU DEUS, QUE EVOLUÇÃO !!!! 80 MIL MILHÕES EM 2015? É 44,6% DO PIB.

Tiago Mestre

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Orgulhe-se da democracia II

Mais pobres e a ganhar menos do que em 1974.




Orgulhe-se da democracia

..."Os funcionários do Fisco passam a ter poderes de autoridade pública. A Lei Geral Tributária irá prever a punição entre um a cinco anos de pena de prisão a quem exercer coação física ou impedir a função de inspecção dos fiscais."...

..."E atenção: quem não pagar impostos ou dissipar património para frustrar créditos tributários em vez de um dia arriscará agora um mínimo de um ano de pena de prisão."...


terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Não há, neste País, quem realize

"O senhor não vê a facilidade com que toda a gente discute nos jornais e pelos cafés, sem que, por assim dizer, surja ninguém com colaborações sérias e valiosas que tanto seriam de agradecer? Duma maneira geral, não há, neste País, quem realize. Pensa-se e divaga-se com abundância e facilidade impressionantes, mas, chegados à hora das realizações serenas, das provas reais, poucos são os que resistem à seriedade grave dos problemas que pesam sobre o país."

António Oliveira Salazar


segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Democracia, sinónimo de Liberdade?

Via Pordata,

Em 1962 havia cerca de 10.000 reclusos nas prisões lusas. Este é o pior número para o Estado Novo sabendo que as estatísticas param em 1960.

Em 2013, foram mais de 16.000 reclusos que estavam nas prisões da democracia. Este é o número mais elevado desde 1974.

Entretanto a população portuguesa aumentou cerca de 18% entre 1960 e 2013.

A população carceral portuguesa aumentou 67% entre 1962 e 2013.

Nota em 1972 havia cerca de 4000 pessoas na cadeia, em 1974 eram 3000.


Mais palavras para quê?



APG

domingo, 12 de Outubro de 2014

E agora que fazer? Ler Salazar.


(Via Porta da Loja)


Perante os problemas que Portugal atravessa o que seria sensato fazer? Ouvir quem sabe e quem fez algo que resultou e nos resolveu problemas que temos agora. Um dos maiores problemas actuais é económico e financeiro, embora outros também sejam de envergadura suficiente para exigirem conhecimento e sabedoria de quem manda.


Infelizmente, os que mandam, designadamente os que capitaneam os dois ou três maiores partidos, não são brilhantes nos estudos e são fruto da época que tem a Educação que tem. Não há génios em Portugal, capazes de perceberem o que os demais não percebem e sejam líderes de vulto para nos resolverem os problemas.
Na década de 20 do século passado tivemos várias pessoas capazes e disponíveis para governar o país, a Nação como então se dizia, com uma "recta intenção" que era fundamental para evitar muitos problemas que hoje em dia temos e relacionados com a "vidinha" de quem quer mandar.

É indiscutível que uma dessas pessoas foi Salazar e os seus méritos em resolver em pouco tempo os gravíssimos problemas financeiros que tínhamos, é igualmente indiscutível.

Então por que não ler o que o mesmo escreveu sobre o assunto e sobre Portugal? Que tabu se abateu sobre o país para proibir na prática da sua não edição, a divulgação das ideias de Salazar que podem ser assim ou assado mas nem sequer são discutidas porque são logo catalogadas como "fascistas" quando o não são?

Em 1948, em pleno pós-guerra, Salazar prefaciou um volume dos seus discursos. E fê-lo de um modo que ainda hoje merece ser lido porque é um guia para sairmos do atoleiro onde as pessoas que nos  governaram nos últimos 40 anos nos meteram. Mário Soares e o PS, Cavaco Silva e o PSD, o CDS de uns tantos sem eira nem beira ideológica e até mesmo a esquerda comunista que devia ser confrontada com estas ideias para ser desmascarada a grande Mentira que transmite sempre, a do "fascismo salazarista", da "opressão", do "obscurantismo" e ideias semelhantes, papões para afastar as pessoas de lerem o que realmente dizia Salazar.

Aqui ficam algumas passagens desse prefácio de um pouco mais de trinta páginas e que se lêem aqui, de um fôlego. E uma prova que Salazar trabalhava ao Domingo...













E passando mais à frente...










E o final:



Boa leitura que demora apenas alguns minutos. Não os contei, mas uma revista italiana, já antiga costumava colocar no fim dos artigos o tempo que demorava a lê-los...o que me pareceu na altura uma ideia original e interessante, nestes tempos de leitura rápida de internet.


sábado, 11 de Outubro de 2014

O estado se encarnou como um novo e único Deus

A Revolução Francesa não marcou o nascimento da separação do Estado e da Religião, ou seja, o surgimento do Estado Laico, como muitos incautos acreditam. A Revolução marcou o sepultamento do religioso. Nesse sentido, simboliza a morte do pai em benefício da fraternidade dos irmãos. É a dessacralização do religioso, a desencarnação do Deus cristão diante do culto do poder soberano do Povo por meio do processo do poder revolucionário. O estado não se tornou Laico. O estado se encarnou como um novo e único Deus.

Francisco Razzo


Estado de "Citius"


A democracia gerou, em todo o mundo, um enorme inchaço burocrático. 

A burocracia nos cerca e reina sobre nossas vidas com um poder cada vez mais arbitrário. 

Dado que tal aparato burocrático é ele próprio o governo, ele é capaz de assegurar que seus integrantes estejam bem protegidos contra as duras realidades económicas que o resto de nós enfrenta.

Nenhuma burocracia jamais vai à falência; os próprios burocratas não podem ser demitidos e eles raramente entram em conflito com a lei, uma vez que eles são a lei. Ao mesmo tempo em que gozam de impunidade, eles jogam um enorme fardo sobre o resto de nós, com as suas regras e regulamentos. A abertura de novas empresas é impedida e desestimulada por uma imensidão de leis e de custos burocráticos que lhes são impostas. Empresas já existentes também sofrem sob o peso da burocracia. Os custos burocráticos para se empreender por menor que seja o empreendimento são avultados. 

Os pobres e os que têm menos educação são os que mais sofrem com esse sistema. Em primeiro lugar porque o custo adicional gerado pela burocracia encarece sobremaneira o valor final de qualquer empreendimento, fazendo com que o uso de uma mão-de-obra pouco produtiva seja muito custoso. O resultado é um atrofiamento salarial. Em segundo, porque os pobres também têm de arcar com o financiamento do aparato burocrático, e isso se dá por meio de encargos sociais e laborais que encarecem o valor final do seu salário. O resultado é um novo atrofiamento salarial. E terceiro, porque é muito difícil para eles estabelecerem o seu próprio negócio, uma vez que eles não têm como enfrentar a selva burocrática; pobre não pode se dar ao luxo de gastar dinheiro com corrupção
.

(autor desconhecido)

O que leva os piores ao poder



Em uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre. Qualquer um pode se tornar presidente, primeiro-ministro, deputado, presidente de câmara, vereador etc. 

No entanto, liberdade de entrada nem sempre é algo bom. Liberdade de entrada e livre concorrência na produção de bens é algo positivo, porém livre concorrência na produção de maus é algo negativo. Que tipo de "empreendimento" é o governo? Resposta: ele não é um produtor convencional de bens que serão vendidos a consumidores voluntários. Ao contrário: trata-se de um "negócio" voltado para a expropriação — por meio de impostos e inflação monetária (que nada mais é do que falsificação de dinheiro) — e receptação de bens roubados. Por conseguinte, liberdade de entrada no governo não tem o efeito de melhorar algo bom. Pelo contrário: torna as coisas piores do que más, isto é, aprimora o mal.

Dado que o homem é como ele é, em todas as sociedades existem pessoas que cobiçam a propriedade de outros. Algumas pessoas são mais afligidas por esse sentimento do que outras, mas os indivíduos normalmente aprendem a não agir de acordo com tal sentimento, ou até mesmo chegam a se sentir envergonhados por possuí-lo. 


Geralmente, somente alguns poucos indivíduos são incapazes de suprimir com êxito seu desejo pela propriedade alheia, e são tratados como criminosos por seus semelhantes e reprimidos pela ameaça de punição física.

Quando a entrada no aparato governamental é livre, qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia. O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado um sentimento legítimo. Todos agora podem cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar no governo. Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma ameaça.

Consequentemente, sob condições democráticas, o popular — embora imoral e anti-social — desejo pela propriedade de outro homem é sistematicamente fortalecido. Toda e qualquer exigência passa a ser legítima, desde que seja proclamada publicamente. Em nome da "liberdade de expressão", todos são livres para exigir a tomada e a consequente redistribuição da propriedade alheia. Tudo pode ser dito e reivindicado, e tudo passa a ser de todos. Nem mesmo o mais aparentemente seguro direito de propriedade está isento das demandas redistributivas.

Pior: em decorrência da existência de eleições em massa, aqueles membros da sociedade com pouca ou nenhuma inibição em relação ao confisco da propriedade de terceiros — ou seja, amorais vulgares que possuem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de demandas populares moralmente desinibidas e mutuamente incompatíveis (demagogos eficientes) — terão as maiores chances de entrar no aparato governamental e ascender até o topo da linha de comando. Daí, uma situação ruim se torna ainda pior.

A selecção de regentes governamentais por meio de eleições populares faz com que seja praticamente impossível uma pessoa boa ou inofensiva chegar ao topo da linha de comando. Políticos são escolhidos em decorrência de sua comprovada eficiência em serem demagogos moralmente desinibidos. Assim, a democracia virtualmente garante que somente os maus e perigosos cheguem ao topo do governo.

Nesse cenário, as pessoas passam a desenvolver a habilidade de mobilizar apoio público em favor de suas próprias posições e opiniões, utilizando-se de artifícios como demagogia, poder de persuasão retórica, promessas, esmolas e ameaças. Quanto mais alto olhar para uma hierarquia estatal, mais encontrará pessoas excessivamente incompetentes para fazer o trabalho que supostamente deveriam fazer. Não é nenhum obstáculo para a carreira de um político ser imbecil, indolente, ineficiente e negligente. Ele só precisa ter boas habilidades políticas. Isso também contribui para o empobrecimento da sociedade.

Com efeito, como resultado da livre concorrência política e da liberdade de escolha das massas, aqueles que ascendem irão se tornar indivíduos progressivamente maus e perigosos.


Hans-Hermann Hoppe