terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Secessão: Um Direito Universal e Fundamental

Por Jeffrey tucker,

Qual é o menor país do mundo? Mônaco? Não. Malta? Muito grande. Até a Cidade do Vaticano com 770 pessoas de população parece, em perspectiva, ser grande demais.

É a chamada Sealand, fundada e governada por Paddy Roy Bates, um homem notável que morreu ano passado aos 91 anos. Ele foi operador de uma rádio pirata e era o Príncipe de Sealand, uma pequena barcaça à seis milhas de distância do lado oeste da Grã-Bretanha, fora das águas territoriais do Reino Unido.
Esse país, uma experiência pioneira em secessões, está agora à venda por US$ 1 bilhão. Você pode ver toda a história dessa micro-nação em um divertido vídeo.


De sua nação auto-criada, Bates transmitiu a Radio Essex em 1965 e 1966, tocando rock em uma época que a BBC franzia a testa ao género, e de modo geral mostrou ao mundo como se comunicar além das fronteiras do que a lei permitia.
Estamos falando de um pioneiro de verdade aqui. Um homem que mostrou o caminho em direcção à Internet de hoje em dia. Naquele tempo era preciso de muita coragem e visão para fazer o que ele fez. Ele efectivamente se separou de uma nação-estado para estabelecer sua própria como uma forma de garantir sua liberdade de expressão e fazer uma contribuição para a sociedade da sua época.
Sua nova nação tinha uma constituição, uma bandeira, um hino, e ele criou um estimulante empreendimento com os passaportes (aparentemente 150.000 foram emitidos!). O lema da nação: E Mare Libertas; Do Mar, Liberdade. Como um auto-nomeado Príncipe, ele foi preso uma vez pelas cortes britânicas, mas os tribunais abandonaram o caso porque sua barcaça estava fora do território do Reino Unido. Ele ganhou sua liberdade por meio de julgamento sério e esforço.
Lendo uma entrevista de 2011 com seu filho Michael, não encontramos um paranóico, mas um génio empreendedor, um verdadeiro herdeiro. Por exemplo, eu não tinha ideia que Sealand tinha sido representada em centenas de eventos desportivos por todo o planeta! Isso porque os atletas ao redor do mundo optaram pela filiação em eventos de esgrima, mini-golfe e até futebol americano. Até existe uma moeda de Sealand.
É coisa séria. Eu sei o que você provavelmente está pensando: quero virar um cidadão agora! Bem, você de fato pode ir no site do país e comprar um título para você mesmo como Lorde, Dama, Barão, Baronesa, Conde e Condessa. Esse é o capitalismo em seu melhor: negociando realeza!
É difícil para nós imaginarmos o que era necessário naqueles dias, quando Sealand foi fundada. Hoje em dia, qualquer um pode transmitir o que quiser ao mundo apenas pegando seu smartphone e usando o software de podcasting correto. Nem pensamos sobre isso. Tomamos o direito de sermos ouvidos como certo e usamos todos os meios tecnológicos para ver isso acontecer. Eu posso transmitir ao vivo do meu escritório e mostrar a você em tempo real tudo o que está acontecendo (presumindo que você realmente quer ver que tipo de café estou fazendo agora).
Mas naquele tempo, não era de forma alguma claro que os indivíduos tinham o direito de transmitir o que quisessem. A televisão e o rádio eram monopólios governamentais. Os governos controlavam o conteúdo. Nunca tinha sido ouvido um conteúdo sem aprovação através das ondas de rádio. Precisou de pioneiros como o Príncipe Bates para nos mostrar o caminho e provar que o mundo não iria desmoronar se as pessoas pudessem dizer e ouvir coisas que o governo não tivesse autorizado.
Superamos nossas fobias sobre a transmissão pirata – todo mundo é um transmissor pirata hoje em dia e o mundo não desmoronou – mas e sobre o principal ponto de todo esse episódio: secessão política?
Isso era o que Bates teve que fazer para colocar o mundo a um passo ou dois na direcção certa. Mas hoje, as pessoas recuam à própria noção de secessão. Mas por quê? Se os custos de ser governado excedem os benefícios, por que as instituições e indivíduos devem ser forçados a manter relação com seus governantes?
Se o governo está verdadeiramente confiante que os serviços que nos fornecem são fabulosos para nosso bem-estar, por que não os colocar em teste e deixar as pessoas saírem se considerarem os custos muito altos?
Fizemos isso o tempo todo com outros serviços. Digamos que você contrate uma dedetizadora para a sua casa, e a empresa trabalhe bem por um tempo. Então, subitamente insectos começam a aparecer em todo lugar. Você liga, mas a dedetizadora não aparece. A empresa não retorna suas ligações. A situação com os insectos fica cada vez pior. Você tenta dar à empresa o benefício da dúvida. Mas, em certo ponto, você joga a toalha e cancela o contrato. Se pessoas o suficiente fazem isso, a companhia começa a sofrer. Ou começa a mudar seus modos, ou vai à falência.
Devemos ter o mesmo sistema para o governo. Sob o actual sistema que não nos permite cancelar o contrato – até pior, não há contrato! – o governo não tem motivos para melhorar. Ele apenas continua abusando de nosso cartão de crédito e ignorando nossos protestos. Tentamos cancelar, mas ninguém nos ouve. Isso nunca iria funcionar no sector privado, e ainda assim lidamos com isso todo dia no sector governamental.
Os antigos liberais clássicos, como Thomas Jefferson, via o direito de secessão como uma questão de direitos humanos. As pessoas não devem ser forçadas a se associarem com um governo que não serve seus interesses. Mas há uma questão prática aqui. Precisamos de algum meio para contra-balancear o poder governamental.
Nada mais parece funcionar. Tentamos constituições. Tentamos “pesos e contrapesos”. Tentamos aquele negócio de votar. Nada funciona. O direito de sair e buscar outros arranjos para proteger a liberdade humana pode funcionar onde todo o resto falhou.
Mesmo se a secessão não cumprir esse objectivo, ao menos ela alcança outro objectivo principal. O secessor está livre do problema de pagar por um serviço que não vale a pena. Isso sozinho já serve a causa da dignidade humana.
Isso significa que precisaríamos viver em uma barcaça no oceano? Se escolhermos fazer isso, tudo bem. Mas a tecnologia digital tem pavimentado um longo caminho em direcção à quebra de barreiras físicas que nos separam.
Hoje eu posso desfrutar de associações mutuamente produtivas com pessoas de todo o mundo. Todos nós estamos descobrindo que temos muito mais em comum entre si como pessoas do que qualquer um de nós tem com nossos governos. Podemos trabalhar com esse modelo e, se nos permitirem, alcançar a secessão sem mesmo deixar nossas poltronas.
É bem mais tecnologicamente possível que antes, como o Liberty.me demonstra. Na verdade, as pessoas estão a trabalhar em direcção a secessão de tantas maneiras hoje em dia – que é dizer, pessoas estão batalhar para sair de qualquer bota que esteja em seu pescoço. As leis governamentais se tornaram tão onerosas e ridiculamente pesadas que biliões de pessoas ao redor do mundo decidiram sair delas no interesse de fazer uma vida para si. Essa é uma forma segura de secessão.
As secessões tem sido uma parte importante da história da liberdade. As pessoas que rompem dão à liberdade um novo começo. Isso foi o que aconteceu com o fim da opressão da União Soviética. E foi isso que aconteceu em 1776 para estabelecer a nova nação chamada Estados Unidos.
O único problema com a secessão é que a ideia raramente é levada longe o suficiente. É óptimo que o Sul secedesse da União, por exemplo, mas também deveriam os estados da Confederação serem permitidos de seceder do novo governo central e, na mesma forma, os escravos deveriam ser permitidos de seceder de seus mestres. O direito de secessão é um direito individual.
O momento mais brilhante na vida dos “Pais Fundadores” foi o momento que eles imaginaram que poderiam se livrar do governo e viver uma vida melhor. Seu método preferido foi a secessão, que foi o motivo da Declaração da Independência. Seu erro veio quando eles criaram um novo estado muito parecido com o que eles se separaram. Se eles tivessem mantido a primeira ideia, e continuado, o EUA poderia ainda ser um país livre, como a Sealand actualmente.
// Tradução de Robson Silva. Revisão de Ivanildo Terceiro. | Artigo Original

Uma boa defesa ao direito de secessão:

''Governos pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos. Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra. O governo ficará sem recursos e será forçado a revogar suas políticas confiscatórias. Quanto menor o país, maior a pressão para que ele adopte um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas proteccionistas.'' 

Hans-Hermann Hoppe

domingo, 14 de Setembro de 2014

Uma América nada capitalista

NÚMERO DE Beneficiados PELO GOVERNO NORTE-AMERICANO JÁ SUPERA O DE TRABALHADORES


Dados oficiais mostram que os beneficiados pelo governo já superam em 6 milhões o número de trabalhadores. Número de assistidos já é maior que a população dos 9 maiores estados do país.

153.323.000. Esse é o número de pessoas que vivem em famílias assistenciadas de alguma forma pelo governo nos Estados Unidos, de acordo com os dados divulgados pelo Census Bureau esta semana. Os números são referentes ao quarto trimestre de 2012 e equivalem a 49% da população do país.
Destes mais de 153 milhões de pessoas, pelo menos 109 milhões estavam recebendo algum benefício que necessita de comprovação de renda para ser retirado – conhecidos como “welfare”. Esse número é equivalente a 35% da população do país.
De longe, os dados podem não significar muito, no entanto, uma analisada mais precisa mostra quão grave eles são. 153 milhões pessoas é um número maior que toda a população da Rússia. Um país inteiro sendo sustentado pelo governo. Ou melhor, pelos trabalhadores e pagadores de impostos.
A preocupação maior, no entanto, reside no fato de que o número de beneficiados pelo welfare já é maior que o número de trabalhadores em tempo integral (35 horas por semana, de acordo com a metodologia do governo) no país. São 103.087.000 trabalhadores (incluindo os funcionários públicos), o que significa que o número de beneficiados pelo welfare já ultrapassou o número de trabalhadores integrais em 6,5 milhões. Assustador.
De acordo com pesquisas divulgadas pelo WesternJournalism, 52% dos norte-americanos não dão conta de suas despesas com moradia e 26% da população não possui poupança de emergência. A participação dos adultos entre 25 e 29 anos na força de trabalho do país caíram consideravelmente nos últimos anos, atingindo um recorde de desocupação das pessoas nesta faixa etária.
obama
Comparados com anos anteriores, os dados divulgados pelo Census Bureau mostram que os beneficiados pelo welfare cresceram em 13 milhões somente em 4 anos. Em 2008, quando o presidente Obama chegou à Casa Branca, haviam 96.197.000 assistidos pelo governo (dados do quarto trimestre).
Ao todo, os beneficiários do welfare acumulam um número de pessoas próximo da população dos 4 maiores estados do país (Califórnia, Texas, Nova York, Flórida) mais a população do estado de Minnesota. Se considerarmos também as pessoas que recebem outras formas de assistência do governo, o número seria próximo da população dos 9 maiores estados somados (Illinois, Pensilvânia, Ohio, Geórgia e Michigan, além dos 4 maiores estados citados anteriormente).
Em 2012, o governo norte-americano gastou cerca de 14,5% do PIB com programas de assistência social (o gasto já supera as despesas com defesa, por exemplo). O valor total desses gastos, com correcção monetária, cresceu 40,5% em 10 anos, de 2002 a 2012. A maior despesa é com a Seguridade Social, que já toma quase 23% da receita governamental, crescendo 35% no período.
aqui

sábado, 13 de Setembro de 2014

O Foralismo Contra o Estado Centralizador

Ao longo dos tempos o sistema liberal tem vindo a fazer tábua rasa das liberdades municipais. Os Foros durante séculos foram figuras muito importantes das nossas instituições, símbolos da liberdade e da verdadeira participação política dos indivíduos que, contrariamente ao que nos quer impor o demo-liberalismo, começa na família e continua nas câmaras municipais. 
O sistema instituído, de forma hipócrita, por um lado pede o voto ao indivíduo, por outro deixa-o sem qualquer possibilidade de decidir os problemas que o afectam directamente no seu município.
Os Foros eram exemplos de liberdade desde a época medieval, foram aplicados em toda a Península e não há razão lógica para a sua radical eliminação pelo liberalismo, com a aplicação do chamado direito novo.
Tanto o “sociedalismo” orgânico de Vazquez de Mella como o seu conceito de Tradição têm as suas raízes na ideia de que a sociedade se fundamenta na natureza do homem. Segundo Aristóteles, o homem é um “animal social” e isto foi ignorado tanto pelo racionalismo liberal, como pelo socialismo estatista.
Estas instituições naturais e fácticas exigem unidade e direcção que devem ser asseguradas pelo Estado. “Todas as instituições legítimas têm a sua origem numa necessidade da natureza humana e o Estado tem a faculdade de conhecer a pessoa colectiva, mas não tem o direito de criá-la, segundo a teoria de que só o Estado existe por direito próprio e as outras instituições aparecem por sua concepção e tolerância.”
O tradicionalismo com o seu “sociedalismo” (corporativismo orgânico), propõe a reconstituição orgânica da sociedade, sendo os Municípios fundamentais, mas enquanto estes forem tão centralistas como o Estado centralizador liberal, tudo será inútil.


Encontre a mensagem subliminar na imagem do Nobel da Paz

'Não hesitarei em atacar o Estado Islâmico na Síria', diz Obama



sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Ron Paul no Brasil (nos bastidores)


A Europa do Passado


"Aquilo a que se assiste na Escócia e na Catalunha, mas igualmente na Bélgica, na Córsega e em Itália é - aceitemos de barato - uma prodigiosa obra de engenharia que visa partir os Estados existentes, desagregá-los para, sobre os cacos, inventar a unidade e decretar a cidadania europeia. Só não vê quem não quer."


Será que é assim?

Vamos observar atentamente a Europa do passado.



Para Bruxelas é mais fácil negociar com meia dúzia de capitais (centralistas) ou com centenas de regiões-estados e milhares de cidades-estados? 

Já para não falar no enorme exército de burocratas que a UE teria de dispor, milhares de "representantes locais" pagos a peso de Ouro. Os romanos já o tentaram mas acabaram por fracassar.

A história passada será sempre a melhor explicação para a história futura...

A Europa do Futuro


Why some Bavarians want a Scottish 'Yes'







E em Portugal teremos que retornar à tradição dos municipalismos.

Conheça um dos mais vibrantes projectos de autonomia já em curso: Porto Cidade-Estado



O objectivo é reconquistar a plena autonomia do Porto, do Norte e da Galiza.



- no direito natural e na ordem espontânea;

- na cultura local em conformidade com o direito natural e na ordem espontânea;

- na descentralização tributária, jurídica e administrativa;



É um projecto contra o centralismo e todo o sistema vigente político-económico mas a favor da preservação de Portugal enquanto ideia de nação.



Os políticos da democracia degenerada



O político da democracia degenerada

Tanto Platão quanto Aristóteles indicavam-nos que, para o político da democracia degenerada, é conveniente incentivar no povo os vícios mais perversos e convencê-lo de que, enquanto os buscam, são "livres". 

A liberdade de uma tal espécie social se encerra no momento em que a população passa a interferir com a libertinagem do político - ao político há que se submeter sem controvérsias. 

"Não ambicionem um país digno de homens nobres -- tomem cá o psicotrópico estatal, consumam o SOMA, sejam felizes sem, hum, 'consumismo'. Isso basta! Deixem o resto estar…"

Leonardo Faccioni


quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Em defesa da secessão escocesa

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No dia 18 de Setembro, os residentes da Escócia votarão em um referendo pela independência em relação ao Reino Unido, após meses de intenso debate político entre as campanhas do Sim e do Não.

O problema é que, além dos inevitáveis argumentos emocionais e alheios à razão, até mesmo as declarações apresentadas como de natureza puramente económica ou financeira não estão se baseando em fatos correto ou em análises sólidas.  O Partido Nacional da Escócia está recorrendo a argumentos puramente emocionais ao passo que todo o establishment em Westminster recorre à táctica do medo: a Escócia deve se manter dependente dos repasses de Londres, pois a alternativa da liberdade e da responsabilidade é pior.

Não há nenhum motivo para se afirmar com absoluta convicção que 5 milhões de escoceses não estarão em melhor situação caso o país se torne uma nação independente.  Agora, é claro que a transição não será indolor.  Boa parte dos escoceses terá de abrir mão dos subsídios e dos repasses assistencialistas, e encarar a nova realidade.  Se fizerem a coisa certa, se adoptaram políticas sensatas, a diáspora escocesa — vários escoceses já fugiram das paisagens socialistas e provincianas do país em busca de mercados mais livres em outras nações — acabará e os emigrantes voltarão.

Caso saia do Reino Unido, a Escócia irá criar sua própria constituição.  O país poderia aproveitar essa nova constituição para fornecer, de maneira mais clara e resoluta, uma maior protecção aos direitos de propriedade, ao mesmo tempo em que garantiria por lei a redução do escopo e da amplitude da intervenção política na área económica.  Seu próprio sistema jurídico já fornece à Escócia uma vantagem nesse processo. 

No que mais, contrariamente às ameaças de Westminster sobre não permitir que o país continue utilizando a libra esterlina, absolutamente nada impede que a Escócia independente adopte um sistema de Currency Board ancorando a nova moeda à libra esterlina ou ao euro.  O Currency Board é um sistema que, quando correctamente  implantado, impõe grandes restrições à capacidade do governo de fazer expansões monetárias, garantindo grande estabilidade à nova moeda.  A recompensa por essa medida seria que a Escócia se tornaria um país de moeda confiável e robusta, podendo se tornar um entreposto comercial por seus próprios méritos.

Essa é a fórmula básica por trás do sucesso de Hong Kong.  Vale lembrar que Hong Kong estava em frangalhos após a ocupação japonesa em 1945, e emergiu dos escombros para se tornar a economia mais livre do mundo, e uma das mais ricas em termos per capita.  Os obstáculos superados foram muito maiores que os que a Escócia terá de enfrentar.  Logo, não há motivos (de uma perspectiva puramente económica) para afirmar que a Escócia não pode se tornar um retumbante sucesso caso se torne independente.  O segredo está na adopção de um livre mercado, na rejeição da intervenção estatal, e na garantia de segurança jurídica. 

Infelizmente, a maioria dos eleitores escoceses enxerga a situação por um prisma bem distinto.  Mesmo os defensores da secessão acreditam que o petróleo do Mar do Norte será suficiente para manter tudo como está caso ocorra a independência, e que as receitas de petróleo e uísque pagarão as pensões e os programas assistencialistas.  Mesmo uma boa parte dos secessionistas anseia por uma maior socialização dos meios de produção, fornecendo um lustre intelectual para a maioria não-pensante que simplesmente quer ganhar mais em troca de menos esforço.  Mas a independência significa abrir mão da segurança e do proteccionismo fornecidos pela União, além dos subsídios propiciados pelos impostos pagos pelos ingleses.

Segundo as estatísticas publicadas pelo Tesouro britânico, os gastos governamentais com serviços públicos na Escócia chegaram a £10.152 per capita em 2013.  Enquanto isso, a média do Reino Unido foi de £8.788.  Diga isso a uma família escocesa de quatro pessoas e tente convencê-la quanto à secessão.  Igualmente, o total de empregados no sector público na Escócia é de 22,1% da população total empregada.  Na Inglaterra, esse percentual é de 18,8%.  Essa dependência também terá de ser revista.  Diga isso aos 566.300 funcionários públicos escoceses, cuja maioria dos salários é repassada directa ou indirectamente por Westminster.

Muito tem sido falado sobre as dificuldades da separação, e os problemas certamente existem.  A ameaça sobre a proibição da libra já foi mencionada, e há também a pendência sobre qual fatia da dívida pública do Reino Unido terá de ser arcada pela Escócia independente.  Mas nada disso é novidade para o governo britânico, que já fez vários acordos financeiros com uma diversa gama de países recém-independentes que saíram do Império Britânico.  Não obstante as ameaças de políticos londrinos, o processo não tem de ser difícil ou complicado.

Bancos e grandes empresas com sede na Escócia já ameaçaram sair do país.  No que tange à localização das sedes, isso é realmente pouco importante em um mundo globalizado.  Já a indústria pode facilmente ser estimulada a permanecer na Escócia por meio de um sistema tributário mais amigável e com impostos mais baixos  Se os defensores da secessão estiverem correctos quando afirmam que a Escócia poderá negociar sua permanência na União Europeia, então a Escócia poderá desempenhar a mesma função que Hong Kong desempenha no território chinês.

As ameaças de Westminster são um mero jogo de cena politiqueiro, e uma negação de tudo que é possível de ser alcançado caso a Escócia adopte um livre mercado.  Por outro lado, o establishment político de Edimburgo é tão despreparado, que nem sabe como responder aos desafios económicos formulados por Londres.  Os políticos escoceses pró-independência nem sequer mencionaram um Currency Board como resposta à ameaça da exclusão da libra esterlina.

Como escocês, gostaria muito de ver o país se tornar livre, não obstante a total ausência de um plano económico realista.  A independência libertaria a Escócia da tirania económica dos subsídios da Inglaterra, e a nação finalmente seria forçada a adoptar mercados mais livres e a viver de acordo com seus próprios meios.  Essas condições são os pré-requisitos mais básicos para que o país alcance o indubitável potencial económico que sempre lhe foi negado como membro dependente da União. 

No entanto, creio já ser quase certo que os escoceses irão rejeitar e optar por se manter dependentes dos repasses de Londres, pois a alternativa da liberdade e da responsabilidade é pior.

Alasdair Macleod


quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Sobre os debates socialistas...



Ron Paul no Brasil


Mais regulação, mais supervisão e mais controlo, porque o que temos afinal não chega...

Muita tinta corre em Portugal e no mundo de que é preciso mais regulação financeira, mais supervisão e controlo, para que asneiras como a do BES não ocorram.

Antes de mais, o problema que ocorreu no BES irá sempre ocorrer com outras instituições. Faz parte da ganância do ser humano e é também com pessoas assim que a Humanidade evolui, porque há sempre pessoal a correr riscos de que não sabe as consequências, e às vezes, os riscos dão frutos, e uma nova ferramenta é inventada, um novo produto é descoberto, etc, etc.

Mas com este afã de mais legislação e mais supervisão e controlo, eis um exemplo de como tudo isto colapsa nas mãos de uma pessoa/equipa:

Vice governador do Banco de Portugal recebe informação sensível e não reporta ou reporta tardiamente, permitindo que o colapso do BES apanhe de surpresa MUITA gente:

http://expresso.sapo.pt/a-entrevista-que-tramou-o-vice-governador-do-banco-de-portugal=f888831

Podem contratar o pessoal todo que quiserem, mas não irá valer grande coisa.
No mundo financeiro globalizado é fácil esconder as asneiras e as ilegalidades. Só a consciência da pessoa que toma as decisões é que pode ajudá-la a recuar..

Tiago Mestre

Draghi, o formador de bolhas

Capitalism gets into deep trouble when the price of financial assets becomes completely disconnected from economic reality and common sense. What ensues is rampant speculation in which financial gamblers careen from one hot money play to the next, leaving the financial system distorted and unstable—a proverbial train wreck waiting to happen.
That’s where we are now. And nowhere is this more evident than in the absurd run-up in the price of European sovereign debt since the Euro-crisis peaked in mid-2012. In that regard, perhaps Portugal is the poster-boy. It’s fiscal, financial and economic indicators are still deep in the soup, yet its government bond prices have soared in a triumphal arc skyward.
Unfortunately, the recent crash landing of its largest conglomerate and financial group (Espirito Santo Group) is a stark remainder that its cartel-ridden, import-addicted, debt-besotted economy is not even close to being fixed. Notwithstanding the false claims of Brussels and Lisbon that it has successfully “graduated” from its EC bailout, the truth is that the risk of default embedded in its sovereign debt has not been reduced by an iota.
At the time of the 2011-2012 crisis, its central government was already sliding rapidly into a debt trap with a ratio of just under 100%. Self-evidently, the nation’s so-called EC bailout has only made its public debt burden dramatically worse. Today Portugal’s debt to GDP ratio is 129% and there is no sign of a turnaround.
But that has not deterred the rambunctious speculators in peripheral sovereign debt. Since mid-2012 and Draghi’s “whatever it takes” ukase, the price of Portugal’s public debt has soared. This means that leveraged speculators—-and they are all leveraged on repo or similar forms of hypothecated borrowings—-have made a killing, harvesting triple-digit gains on the thin slice of non-borrowed capital they actually have at risk in these carry trades.
As shown below, in response to this central bank induced bond buying campaign by fast money speculators, the 10-year Portuguese government bond yield has experienced a stunning plunge from 15% to 4% during the last 24 months. Among other things, this dramatic improvement virtually overnight in its fiscal financing costs has taught Portugal’s government a dangerously false lesson. Namely, that in the face of unsustainable fiscal profligacy all its takes is a little budgetary sleight of hand and fake austerity. In fact, nearly all of its fiscal improvement is owing to the one-time sale of state assets including the airport operator and various public utilities under financial arrangement which amount to little more than off-budget borrowing. 
Moreover, regardless of the quality of its fiscal recovery measures, the sharp drop in its bond yield would ordinarily at least imply that Portugal has turned its chronic fiscal deficits on a dime, but that is not remotely the case, either.  Portugal has been burying itself in red ink for decades and despite being down from their crisis peak of 10% of GDP in 2010-2011, government deficits, as shown below, are still running at the historic rate of 5% of GDP and will be lucky to break below that level in 2014 or anytime soon thereafter.
Needless to say, when a country’s nominal GDP is stuck on the flat-line, it can’t add 5% of annual output to the public debt each and every year without quickly being doomed by sheer arithmetic. That baleful fiscal math, in fact, is exactly the reason its bonds sold off so sharply in the first place, and why in the absence of massive central bank distortion of bond prices, Portugal would still be under the thumb of crushing yields on its monumental public debt.
So what is at work here is the opposite of is honest price discovery of the type that occurs on a genuine free market. There is virtually no logical basis for the bond market rally in Portuguese or other European sovereign debt. As detailed below, the whole thing is a central bank driven wave of short-term speculation and inflows of hot money which can reverse as quickly as it arrived following Draghi’s ukase.
In the meanwhile, the Wall Street and London sell-side continues to promote hairline and often transient  improvements as justification for the rally, which is to say, purchase of bonds and derivatives from their trading desks. In truth, the dismal facts of Portugal’s stunted economy and profligate fiscal practices have barely improved, but that does not prevent sell side ballyhoo from breaking out all over.
During recent quarters, for instance, Portugal’s real GDP has turned slightly upward, but the magnitude of improvement is laughably marginal—-certainly not remotely consistent with the massive gain in its bond prices. Thus, after three quarters of hairline gains, its real GDP in the Q2 2014 was a barely measureable 0.8% larger than the same quarter a year ago. And these rounding error gains, of course, have not yet made up a fraction of the deep shrinkage that occurred in the prior two years. Historical Data Chart
Indeed, despite all the sell-side drum-beating, Portugal’s real GDP is still 6% smaller than it was on the eve of the financial crisis in 2007. In that context, the galloping bond market rally during the past two years is insensible: a slight uptick from the bottom of a deeply depressed trend is no evidence whatsoever that Portugal’s battered national economy is being sustainably rejuvenated, or that its capacity to service its spiraling debts has been improved in the slightest.  In short, the entire bond rally has noting to do with the fundamentals of Portugal’s fiscal and economic circumstances. 
The real problem, of course, is that all sectors of the Portuguese economy buried themselves in debt during the years after it joined the EC and was able to access the cheap funding available in the euro bank and bond markets. Indeed, the explosive growth of debt was so extreme that it could be fairly labeled as a sheer financial orgy.  As shown below, during the 14 years between 1996 and 2010, for example, household sector debt increased by 6X at a time when the nominal GDP grew by less than 2X.
Even after some modest liquidation during the last 4 years, household debt is still 5X larger than it was in the mid-1990s, yet Portugal’s nominal GDP has actually declined since the 2010 debt peak, meaning that the household leverage ratio is now worse than ever. 
The same holds for non-financial business debt, which also soared by 6X after the turn of the century. As is evident below, there has been no progress whatsoever in reducing the enormous burden on the business sector.
Toss on top of this the still rising government debt burden and the implication is obvious. During the halcyon years of Europe’s debt orgy, Portugal went whole hog attempting to borrow its way to prosperity. Now its economy is crushed by the resulting balance sheet fiasco, and shows no signs that its devastating leverage ratios have been reduced by its so-called austerity program. 
Indeed, what all this fantastic borrowing did was to allow Portugal to finance a wholly unsupportable national life-style by importing vastly more goods and services than it exported, and financing the difference by means of the above borrowings in the euro debt markets.  During the decades leading up to it financial crisis, its current account deficit averaged between 6% and 12% of GDP—surely a dead-end trend if there ever was one.
Once again, however, the sell-side propaganda about the “turn” in Portugal’s current account is just another case of grasping at straws. In order to liquidate its towering debts, Portugal actually needs to run large trade surpluses for years to come in order to generate the means of pay down. But despite a modest uptick in exports, which is inherently constrained by the faltering condition of the EC economies and the general world slowdown, it has barely made a dent in its level of imports. Stated differently, the Portuguese economy continues to live high on the hog as is its debt crisis had never really happened. Historical Data Chart
The fact is, away from Wall Street’s fatuous focus on superficial, hairline signs of recovery, Portugal’s real economy is still deep in the doldrums. Its industrial production index, for example, is down 5% from 2010 levels and 18 percent from turn of the century levels. 
But the most telling indicator is its plunging labor force participation rate. As shown in the graph below, the dramatic plunge since 2000 is even more severe than the ballyhooed decline in the US figure. The reason is that Portugal’s work force has been out-migrating in droves or tumbling into its over-burdened social safety net.
Like, in the US, its recent hairline gains in the unemployment rate—still above 15%—are essentially attributable to a shrinking work force.
This is the crux of the matter. With a declining level of labor input and the unavoidable need for nominal wages—which were vastly inflated during the debt boom—to shrink in absolute terms to more sustainable levels, Portugal’s national income growth rate will flat-line for years to come under the best of circumstances, and will continue to decline in the face of another European and global recession.
Accordingly, there is no relief in sight for its towering leverage ratios in all sectors—government, households and business. In these circumstances, a 4% sovereign debt yield is nothing short of absurd. 
The truth of the matter is therefore quite simply. Draghi ignited a short-term buying stampede with his mid-2012 pronouncement. This caused a hot money inflow—especially from dollar based Wall Street speculators and hedge funds. It certainly helped that the latter were drowning in liquidity owing to the Fed’s $85 billion per month of QE purchases and the ready availability of essentially zero cost repo financing.
Indeed, the combination of QE3 and Draghi’s “whatever it takes” amounted to a bugle call to the financial hounds. In short order, the impact was to drive both Euro bond prices and the Euro/USD exchange rate dramatically higher. In fact, between July 2012 and spring 2014, the euro rocketed from 120 to 140 or by nearly 17 percent.
Not only did the resulting combo of a rising euro and soaring peripheral bond prices result in a tsunami of hot money into the euro markets, but it also laid the planking for today’s pathetic excuse that Europe is suffering from an economic affliction that can only be solved with an even more fantastic increase in ECB monetary intervention—-even beyond the financial repression it has in place today including negative deposit rates.
But there is no structural deflation in Europe—just the short-term impact on the rate of price change owing to a spike in the exchange rate that, ironically, resulted from Draghi’s pledge that he would run the printing press at some future date at whatever speed might be necessary to “save” the euro and prop up the sovereign debt of the EC periphery.
In truth, the current “deflationary” scare will soon abate as the euro moves through the 130 mark, and dollar-based speculators are forced to sell their peripheral bonds in order to avoid losses. The trend level of euro area inflation has been, and will remain, in the order of 2.2% per annum since 2000 as shown below. Other than the short-run exchange rate effects on the  rate of price change, the idea that Europe is suffering a deflationary crisis is ludicrous.
Accordingly, bond yields everywhere throughout the euro area are distorted beyond recognition.  In a recent post, EconMatters laid this out quite comprehesively.  The data for all of the major European countries shown below truly describe the mother of all bond bubbles. This is central bank destruction at work on a monumental scale.
From EconMatters.
How to properly value European Bonds This seems to be the biggest question in financial markets for me right now because the math just doesn`t add up any way you slice it. When you look at the pricing for European bonds this conclusion jumps out from an analyst perspective, either European bonds were analyzed and incorrectly priced two years ago, or they are currently being analyzed and mispriced today! Possible Explanations for Large Valuation Gap   

One might say it is a little of both, the yields shouldn`t have been that high two years ago, and they shouldn`t be this low right now. However, the gap is just too large from a valuation standpoint to hold much water or relevance here. The next possible answer is that central banks have made interest rates for borrowing money so low that this has incentivized bondholders to accumulate more bonds in search of a yield vehicle to invest this ZIRPMoney.
Also, the US QE Program of $85 Billion per month, much of this money may have found its way into the European banking and financial markets further incentivizing liquidity driven asset purchases of all kinds in Europe. But remember, Europe itself has done very little besides the main weapon of ZIRP compared with the United States, and these are European bonds we are talking about. But if it just comes down to ZIRP offering enough of an incentive to buy what were perceived as risky bonds for investors just two years ago, why weren`t these yields much lower as soon as ZIRP began in Europe?
One answer might be that there was a scale issue regarding liquidity, and ultimately there was a lag effect, until liquidity reached a certain threshold, first of filling the deleveraging credit gap, then there is enough to spill over into alternative investments like chasing yield trades. However this two year period also happened to correspond with the $85 Billion QE policy in the United States, and this seems to have been some of the catalyst for ditching investments like Gold in favor of Yield Investments. There is also this ‘Binary Mentality’ in financial markets in evaluating an investment risk or trading strategy, it is ‘Risk On’ or ‘Risk Off’, ‘Yield On’ or ‘Yield Off’, or European bonds are ‘Safe’ or really ‘Risky’.Fundamentals in Europe Haven`t Changed
However when you look at the fundamentals and compare them to 2012 things haven`t really changed that much in Europe from a ‘getting their financial house in order’ standpoint, and their economies aren’t exactly booming, so these bonds seem as risky now as they ever have been from a solvency standpoint. I realize that the higher yields feed on themselves and make Europe`s outlook worse by some metrics, and that lower yields help alleviate near-term financing concerns from an interest on debt perspective, but the moves in these European bond yields just don`t make sense on a valuation standpoint, who would buy these bonds at current prices and yields?
[Moreover, lower yields may be bad because it allows the governments to put off the much needing structural reforms that are necessary for fixing Europe in the long run.] The possible answer is that banks think that they can front run central banks, beg for QE, and get the central banks to take these bonds off their books. Read More >>> The Bond Market Explained for Mohamed El-Erian How Big can the ECB Balance Sheet Really Get? 

But remember Europe hasn`t really done any bond buying program, and it really seems like a big risk to take with your only real out being that Mario Draghi can convince policy makers to buy European bonds in any sizeable scale to make all these bonds good values here. The scale is enormous because the amount of debt that Europe needs to sustain their deficit spending weak economies that are not very competitive from a global standpoint outside of Germany is enormous each year. Furthermore, the ECB is really going to buy “all of these European bonds” from Italy to Belgium?
The math doesn`t add up, just think about the Fed`s 4.5 Trillion dollar balance sheet, how big would the ECB balance sheet need to be to have any real impact in buying all these bonds from the banks that currently hold them? What Will Germany Sign Off On? Would Germany really sign off on this even if it was potentially possible to buy even half the bonds of these European countries?
This just seems ludicrous and I hope this isn`t a real investment rationale for buying all these European bonds, that the ECB is going to take them off their hands regardless of price. The other explanation is that these bond investors think they can get out quick enough, make enough money before ZIRP and the market reverses itself, and basically dump these bonds back onto the market without getting hurt.  
However, when you calculate the magnitude of how many bonds were bought all across Europe with deficit spending needed to sustain largess social governments, taking yields down from such heights just two years ago, this is a lot of bonds that will have to be dumped onto the market, what effect is this going to have regarding a tremendous spike in yields during this process? Paper Gains on Bank`s Balance Sheets Likely to Reverse to Actual Losses Again

Remember so far these banks and financial players have gained ‘paper gains’ on their books, they of course book the yield profits, but these are small relative to the price moves in these bonds. However the bonds are still on their books and nothing has changed in Europe and in reality many of these ‘paper gains’ on the books will reverse themselves.
In many cases any financial institution who bought bonds over the last year in Europe at extremely high historical prices relative to recent history and the dire fundamentals of Europe from a debt to GDP standpoint is going to incur massive losses on these bonds that make the banks themselves extremely vulnerable to collapse.
Basically needing to be bailed out all over again, i.e., the collapse of the Spanish Real Estate market, and the after effects of all this bad debt on bank`s balance sheets who had exposure to the overbuilding in Spain.The Problem with Accumulating Assets without regard to Fundamental Value means these Assets are Forever Stuck on the Bank`s Books – Nobody will buy them when they need to sell

But based just on the fact that bond investors have no real clue what any of these bonds should be priced at just in a two year period, I have no confidence that their models over a ten year time period have any validity or insight regarding valuations and sound investment decisions. It seems more likely that somebody in Europe is going to have to take huge haircuts on these bond positions, as unlike Japan Europe relies on external funding for these bonds.
It seems like the likely scenario is that yields start rising slowly at first with the extinction of the massive US QE program in October by the Federal Reserve. And pick up steam as the ECB cannot deliver relative to the expectations already priced into European Bonds, and then the technicals take over fueled by the reality that Europe was never fixed.
This leads to the same scenario for these bonds getting ‘re-priced’ back into the bond market that we had just two short years ago. That most of these bondholders will have to take massive haircuts on these positions, and in two to five years European bonds are back pushing the upper limits of yield once again on an increased insolvency risk profile or EU breakup entirely.

The German Bund is a Long-Term Short over 10-Year Duration
But the one thing that is certain is European bonds are not properly priced today on any scenario. There is a high probability that these bonds are completely worthless in ten years for some of these countries, the math just doesn’t work out in some of these peripheral countries. The German Bund also looks like a short at least back to 1.2% from the current 0.88 % yield for the 10-year duration as the market has really gotten ahead of itself in a slow summer, and as markets often do overshoot based upon one-sided momentum trading.
European Bonds Biggest Bubble in a World of Mispriced Assets

I would also reiterate that most of these European bonds are massive shorts, just take positions, be able to stay in these markets for ten years, and most of these bonds are going to ‘re-price’ back to the fundamentals of Europe and a sustainable risk profile. Any investor buying European bonds at these prices is going to lose money on this investment when they have to sell these same bonds in an escalating yield environment.

More Money Has Been Lost Chasing Yield the last 10 Years than any other Investment Strategy – Yet it Remains one of the most popular – so much for “Prudential Regulation” Janet Yellen as being an Effective Tool for Containing Risk to the Financial System Remember you haven`t made money on a trade until the position is officially closed out, good luck buying European bonds in the biggest bubble of the vast universe of bubbles that currently exist in the financial universe that we find ourselves in due to incompetent Central Banks, matched only by incompetent governments who spend more than they can possibly take in regarding revenue, all cheered on by irresponsible banks who want their investment risk subsidized by others.
I am a finance guy, and the math ultimately has to make sense, and it just doesn`t make any sense in Europe, and unlike the United States, the margin of error for Europe is not nearly as big to fall back on!