terça-feira, 3 de março de 2015

O que faz falta à SS


É uma verdadeira SS...


Ironia à parte, este é o momento ideal para o governo inovar e experimentar um novo modelo de contribuição baseado na capitalização individual ou será que vai querer perpetuar e até aumentar a  opressão/ repressão pública para manter a vigarice de um esquema que mais não é que um esquema ponzi?





segunda-feira, 2 de março de 2015

O carro que Salazar não quis

Mercedes-Benz 770 Grosser: o carro que Salazar não quis


Mercedes Salazar-14

Após o inconsequente atentado à bomba levado a cabo no domingo, dia 4 de Julho de 1937, quando Salazar se encaminhava para assistir à Missa da manhã na Avenida Barbosa du Bocage, a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) tratou de encomendar, a 27 de Outubro de 1937, dois modelos Type 770 Grosser com carroçaria blindada Pullmansteel. A nota de encomenda foi feita através do agente da marca, em Lisboa, a Sociedade Comercial Mattos Tavares, Lda. que tratou de a passar para os escritórios da marca na Alemanha.

Salazar, que não fora consultado sobre a aquisição destes automóveis, logo manifestou o seu descontentamento, recusando-se a utilizar o Mercedes que lhe fora atribuído. O Mercedes-Benz foi utilizado apenas uma vez, por ocasião da visita oficial do Generalíssimo Franco, em 1949.

Normalmente era aproveitado pelo motorista Raul para transportar as visitas ao Palacete de S. Bento. Daí só acusar 6.000 quilómetros quando, dezassete anos depois, é mandado vender em hasta pública, pela direcção-geral da Fazenda. 
aqui


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Genialising


E como se chega então a melhor CEO da Europa?


"Portugal não está à venda"


No âmbito do Plano Commonwealth, elaborado pela CIA em 1962, a administração Kennedy fez uma proposta milionária a Portugal - que terá ascendido a mil milhões de dólares -, a troco da independência das ex-colónias. «PORTUGAL NÃO ESTÁ À VENDA», foi a resposta de Salazar. Revelação de Witney Schneider, ex-responsável norte-americano pelos Assuntos Africanos, no seu livro ‘Engaging Africa: Washington and The Fall of Portugal’s Colonial Empire’.



A política dos favores

«Não faremos favores a alguns para fazer justiça a todos...»

António Oliveira Salazar

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O Estado Disto Tudo

by 
Skippers-Canyon-Road-New-Zealand
O Raspanete
Em boa hora, a Comissão Europeia anunciou que Portugal foi colocado em monitorização específica, por desequilíbrios económicos e orçamentais excessivos. Convém que ninguém se esqueça, governo e oposição, que ainda falta muita austeridade para corrigir o descalabro a que chegamos em 2011 e que nos obrigou a pedir ajuda às “instituições”.
Em ano de eleições, o governo quer gritar vitória ao intervalo e a oposição diz que vai mudar a estratégia para o segundo tempo. Ambos mentem.
Ninguém ganha jogos ao intervalo e ainda falta um largo caminho para reequilibrar as contas públicas. O que nos espera nos próximos anos é mais austeridade. Não confundam, não é a continuação da austeridade: é mais austeridade.
O governo, ao longo destes quatro anos, percorreu parte do caminho e ninguém lhe pode tirar o mérito. Não o fez da melhor maneira – avançou pelo lado da receita, mais que pelo lado da despesa – mas recuperou alguma da credibilidade perdida, e soube aproveitar as ajudas europeias que nos permitem juros extraordinariamente baixos, tornando o enorme endividamento ligeiramente mais suportável.
Portugal foi mais Irlanda que Grécia, é certo, mas entenda-se o que Bruxelas nos está a recordar. Portugal está sobre endividado, o endividamento continua a crescer e continuará a crescer enquanto Portugal tiver contas públicas deficitárias.
A Dívida
Da esquerda à direita, nos partidos, nos jornais e até na imprensa económica, muitas pessoas inteligentes e com boa opinião  ainda não compreenderam este simples facto: a dívida pública é, basicamente, o défice acumulado.
Sim, o crescimento económico ajuda e a recessão agrava, se usarmos como métrica a dívida em % do PIB, em vez do valor nominal da dívida em euros. As vendas de activos abatem à dívida, pode haver variações de liquidez que confundam as contas e havia muita dívida escondida que agora vai aparecendo a pouco e pouco. Tudo isto é verdade, mas verdade é também esta: a dívida volumosa deve-se, principalmente, à incapacidade dos diferentes governos em controlar a despesa pública corrente.
Ou seja a soma dos gastos do estado em salários da função pública, pensões, subsídios vários, educação e saúde, administração pública, defesa, ciência, cultura e tudo o resto em que o estado se mete foi, ano após ano, superior à capacidade do estado em angariar receitas. E a tudo isto soma-se uma fatia cada vez maior de juros dos empréstimos que o estado foi pedindo ano após ano para manter e quase sempre aumentar o seu âmbito de actuação. O monstro.
Enquanto houver défice, a dívida cresce e em 2015 Portugal vai ter um défice público à volta de 3%, cerca de 5000 milhões de euros. Isto significa que o estado vai pedir emprestado em 2015 cerca de 5000 milhões de euros. Algumas possíveis privatizações poderão ajudar a descer este número, mas as privatizações não são recorrentes. Ajudam no ano em que são feitas, mas não resolvem o problema estrutural.
Ano após ano, Portugal não tem que pedir apenas o montante necessário para cobrir o défice. Tem também que pedir o suficiente para substituir a dívida que vai vencendo. Dependendo das diferentes maturidades dos diversos empréstimos pedidos no passado, há anos em que se necessita de mais e outros em que o alívio é maior.
E não se iludam com notícias como estas. Portugal paga ao FMI contraindo nova dívida nos mercados para a substituir.
Atualmente, fruto do comportamento de Portugal nestes 4 anos e da política do BCE, as taxas de juro estão historicamente baixas. Mas este momento é verdadeiramente singular. As taxas voltarão a subir e quando acontecer, não mais nos financiaremos a 2%. Como se viu em 2011, as taxas, quando sobem, sobem rapidamente. E quando isso acontecer, a nossa vida vai ser novamente muito complicada.
Também, por isso, convém acelerar o processo de ajustamento.
O Primeiro Objectivo
As instituições entraram em Portugal em 2011 e emprestaram-nos dinheiro com 3 diferentes destinos:
  • Uma parte era para substituir a dívida que ia vencer nos anos seguintes por dívida nova, mais barata e com maiores maturidades (as taxas a 10 anos estavam acima dos 10%, em Junho de 2011)
  • Outra parte destinava-se a suportar os défices públicos dos anos seguintes, no seu percurso descendente até 3%.
  • Uma outra fatia pretendia ajudar os bancos portugueses para que estes respeitassem os limites de solvabilidade impostos por Basileia 3.
A troika cumpriu a sua missão e o dinheiro já entrou na totalidade. Mas a troika, por si só, não resolveu o nosso problema estrutural. O primeiro e principal objectivo do processo de ajustamento em curso é estancar o crescimento da dívida pública portuguesa.
Bruxelas veio recordar-nos que nem ao fim desse primeiro passo chegámos. Esse momento só é conseguido quando chegarmos a défice zero. Essa deveria ter sido a missão de vida do governo de Passos Coelho e Paulo Portas. O que não deixa de ter alguma ironia é que esse primeiro passo vai ser concluído apenas durante o mandato de António Costa e do Partido Socialista. 2017, talvez. Com mais austeridade.
Mas de qualquer forma, a responsabilidade dos governos de Sócrates e Passos Coelho será sempre bastante diferente. Ao governo socialista, ninguém lhe tira a responsabilidade pela bancarrota. A Passos podemos apenas culpar de não ter sido capaz de nos tirar deste buraco. E a verdade é que ainda não nos tirou.
A Corrida de Fundo
E depois de chegarmos a défice zero, acaba-se a austeridade? Não. Depois, precisamos de reduzir o stock de dívida, por vários motivos.
Precisamos reduzi-lo porque este nível de endividamento não resiste a uma crise dos mercados financeiros como a que aconteceu em 2008 – e essa crise aparecerá, inevitavelmente – e as taxas de juro anormalmente baixas costumam ser um primeiro indício de uma bolha em formação.
Precisamos reduzi-lo porque a dívida é uma pesada herança que deixamos aos nossos descendentes. Dívida hoje são impostos amanhã. É uma vergonha para a nossa geração deixar um tão elevado nível de endividamento.
Temos que reduzir a dívida porque o seu excesso é inibidor de crescimento.
Só devemos sentir algum alívio quando Portugal gerar excedentes orçamentais recorrentes, nunca inferiores a 2% ou 3%. Admitindo que temos como objectivo que Portugal volte a um endividamento equivalente a 60% do PIB, quantos anos teremos de austeridade? Com um crescimento médio de 1%, Portugal necessitará de excedentes orçamentais de 2% durante 24 anos, ou de 3% durante 18 anos. Com crescimento médio de 2% ao ano, estes números descem para 18 anos e 15 anos, respectivamente.
Uma bancarrota do estado tem custos elevados. E esta, na melhor das hipóteses, resolve-se nunca antes de 2 ou 3 décadas.
Falta muita austeridade? Falta. Para atingirmos um excedente de 2%, Portugal necessita de cortar despesa ou aumentar impostos em cerca de 8000 milhões de euros.
Isto quer dizer que, vindos dos quase 20 bi de défice de Sócrates, apenas percorremos cerca de 60% do caminho que é necessário percorrer. É trágico.E mais trágico ainda, Portugal não pode crescer a este ritmo com a actual carga fiscal. Nos próximos tempos até podemos ver algum crescimento, sempre anémico, e potenciado pela baixa do preço do petróleo e pela diminuição lenta do desemprego e o acordo TTIP pode ajudar. Mas a correção do défice pelo lado da receita, com novos aumentos de impostos, a única que o TC permite, se bem que melhore as contas públicas no curto prazo, elimina a esperança do crescimento no longo prazo.
Os Obstáculos
Ou seja, à nossa frente temos um caminho de mais austeridade. É um caminho cheio de obstáculos e está armadilhado em muitos sentidos. Um obstáculo é a completa irresponsabilidade do Tribunal Constitucional. Por muitos livros de macroeconomia ou de contabilidade pública que os juízes tentem ler, o TC continua a ter uma maioria de juízes politizados e desconhecedores do buraco em que ainda estamos metidos.
Outro obstáculo é o risco populista de Syrizas à lusitana. O Syriza grego já teve o seu choque com a realidade. Completamente impreparados, desconhecedores do funcionamento dos mercados financeiros e das regras europeias, amadores, entraram de leão e sairam de sendeiro.
Não menos relevante é o contínuo discurso da ‘alternativa’ que jornalistas e políticos irresponsáveis continuam a debitar na praça pública e que tem um forte eco na opinião pública. O tempo vai mudando os sound bytes – já quase ninguém fala na aposta no crescimento – como se crescer fosse uma decisão que se escreve num qualquer Decreto-Lei – a teoria da espiral recessiva também já foi à vida, mais as folgas orçamentais que tiveram eco nas primeiras páginas dos jornais de referencia.
Mas se todos esses disparates desapareceram do discurso político, outros nascem todos os dias – agora alimentados pela esperança da intelligentsia lusa nos Syrizas e nos Podemos.
E depois disto tudo, se queremos ser ricos e jogar na primeira divisão temos que criar todos os mecanismos que tornem Portugal um país atraente e competitivo. E, goste-se ou não, crescimentos sustentados no longo prazo implicam coisas como um regime fiscal e competitivo estável, credível e compreensível, legislação laboral flexível, baixos impostos sobre capital e menor progressividade fiscal. Tudo o oposto do discurso corrente sobre a sociedade e sobre o estado, o oposto do que a Europa se está a tornar. Nada fácil.
As Alternativas
Há alternativas? Há, duas. O default, dentro ou fora do euro. Ambas implicam um forte empobrecimento do país. Mas essas ficam para outra oportunidade.

Ai aguenta, aguenta! A menos que o país fique melhor.

Alfredo Barroso aguentou com o pântano de Guterres. 
Alfredo Barroso aguentou com as 3 bancarrotas do PS. 
Mas Alfredo Barroso não aguenta saber em primeira mão por António Costa, que o país está melhor.

ISH

Os amigos são para as ocasiões


A diferença entre ter amigos na esquerda e amigos nos mercados...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Só falta saber o que é uma democracia verdadeira...

Para 60%, não há democracia verdadeira na Alemanha

Estudo mostra que um em cada quatro cidadãos acredita que o país está no caminho de uma nova ditadura. Para um terço dos entrevistados, capitalismo inevitavelmente leva à pobreza e à fome.
Cartazes da propaganda eleitoral na Alemanha
Mais de 60% dos alemães consideram que não há uma democracia verdadeira na Alemanha. A culpa seria da influência da economia, que teria mais força do que os eleitores. Este é o resultado de uma pesquisa de opinião realizada pelo instituto Infratest Dimap, a pedido da Universidade Livre de Berlim, e publicada nesta terça-feira (24/02).
Segundo o relatório, uma a cada três pessoas está convencida de que o capitalismo inevitavelmente leva à pobreza e à fome. Além disso, 37% dos residentes do lado ocidental da Alemanha e 57% do lado oriental classificam o comunismo e o socialismo como uma boa ideia, mas que, até agora, foi mal executada.
Um quinto da população alemã pede por uma revolução, sob o argumento de que as reformas políticas não melhoraram as condições de vida. Devido ao aumento da vigilância dos cidadãos, a Alemanha estaria no caminho de uma nova ditadura, responderam 27% dos entrevistados.
No entanto, de acordo com os autores do estudo, o resultado mais surpreendente é que apenas 46% dos entrevistados são favoráveis à manutenção do "monopólio de violência" - que reserva ao Estado o uso ou a concessão do emprego da força.
Além disso, o estudo chegou à conclusão de que 14% dos alemães no lado ocidental e 28% dos do lado oriental mantêm uma postura de esquerda radical ou esquerda extremista, somando um total de 17% da população do país.
Avaliados como extremista pelos pesquisadores são aqueles que desejam instaurar comunismo ou "democracia real" em detrimento do pluralismo e da democracia parlamentar. Aproximadamente 1.400 pessoas participaram da pesquisa. O estudo completo foi impresso em um livro.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A Angola dos porcos fassistas e pretinhos salazaristas






Empregos Alemães Vs Empregos Gregos









Padrão Ouro Vs 1% de Ricos


Produtividades



Toda a gente já viu comparações de PIB per capita. E quase toda a gente já viu comparações de PIB por trabalhador (produtividade). O que muita gente ainda não conhece - mas pode conhecer, através da Pordata - são comparações de PIB por trabalhador ajustadas às horas trabalhadas.

A vantagem em usar este indicador é que ele permite perceber de facto quanto é que cada trabalhador consegue produzir numa dada economia. 

Sem se levar em conta a carga horária, é possível que um PIB por trabalhador seja apenas reflexo do facto de cada trabalhador passar muito tempo no local de trabalho.

Algumas curiosidades: a) a Finlândia cai a pique no ranking, e é ultrapassada pela Espanha; b) a segunda economia mais produtiva é a Bélgica; c) Itália ultrapassa o Reino Unido e a França ultrapassa a Alemanha; d) Portugal não fica muito melhor nesta imagem.


Pordata

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A direita betinha

Antigamente, a direita lia e citava os doutrinadores do nacionalismo (Barrès, Bourget, Maurras, Corradini, Sardinha). 
Era um pensamento de fronteira e do perigo iminente, era soberanista, identitária, elitista mas inclusiva por via do catolicismo, pelo que lhe repugnavam os partidos, as oligarquias, a luta de classes. 
Hoje, a direita atem-se a meia dúzia de pulgas mentais engendradas pelo scholarship americano, é cosmopolita, anti-Estado, oligárquica, odeia o povo (sobretudo os pobres), é protestante e nada sabe de Portugal. 
Antigamente, e porque era nacionalista - isto é, considerava a Nação o mínimo ético justificador da existência de uma sociedade feita Estado - tinha bem implantada uma ideia de missão no universal. 
Hoje, a direita é internacionalista, servidora do império e abraça a utopia de um mundo uniforme submetido ao mercado e ao modelo dito ocidental. 
Ou seja, no interim de uma geração, a direita passou a adorar tudo o que lastimávamos nos comunistas e nos amanhãs ridentes; pior, passou a procuradora de interesses que são inimigos da sobrevivência da nação portuguesa.

Miguel Castelo Branco

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

As 50 sombras do Costa

Taxas e Taxinhas

Só falta o Costa chegar ao poder para abrir o quarto vermelho.